Ataques deixaram quase 3 mil mortos, expuseram 400 mil pessoas à poeira tóxica e geraram julgamento marcado para junho de 2028
Em 11 de setembro de 2001, o 11 de setembro parou o mundo diante da TV, quando as torres gêmeas de Nova York apareceram cobertas de fumaça após os ataques da Al Qaeda; quase 3 mil pessoas morreram, um quarto avião caiu em Shanksville, na Pensilvânia, e as imagens seguiram marcando a memória global por causa da repetição ao vivo e da violência do atentado.
As imagens que ficaram presas no tempo
Vinte e cinco anos depois, as cenas continuam entre as mais conhecidas do século 21. Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), diz que a transmissão repetida das torres desabando criou um trauma em escala global e prendeu o público pela repetição, numa época em que a internet ainda não era tão difundida.
“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor. .
Bucci classifica a experiência como “tempo congelado”, tanto pela TV ao vivo, como pela exibição em plataformas digitais.
“A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, diz.
Márcio Boruchowski, empresário brasileiro que trabalhava em um edifício perto das torres gêmeas, lembra sobretudo do som do impacto e da demora para a queda dos prédios. “Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, lembrou em entrevista para a TV Brasil.
Os aviões se chocaram a mais de 800 quilômetros por hora, causando uma série de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica, e a remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses.
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O julgamento que ainda não terminou
Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda acusado de ser o mentor dos ataques, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de orquestrar o plano para lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono.
Receba a notícia no seu celular. Participe do nosso grupo de WhatsAppMohammed foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba. Além dele, serão julgados Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
Osama Bin Laden, fundador e líder da rede Al Qaeda, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão. As informações são da Agência Brasil.






