Nova Serrana entre os alvos da Operação Replicário da Polícia Civil que apreendeu calçados falsificados em investigação sobre organização criminosa.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nessa terça-feira (31/3), a operação Replicário, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na fabricação e comercialização de calçados falsificados de marcas internacionais, além de envolvimento com lavagem de capitais. Entre os municípios alvos da operação está Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, cidade conhecida nacionalmente pela força da indústria calçadista.
Durante a ação, os policiais apreenderam mais de 15 mil pares de tênis com indícios de falsificação e ainda conseguiram o bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões em ativos financeiros.
Operação Replicário mira esquema de falsificação e venda digital
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram há cerca de dois anos, após o recebimento de denúncias feitas por empresas e plataformas de comércio eletrônico.
A partir disso, os investigadores identificaram um esquema estruturado que atuava em diferentes frentes da cadeia criminosa.
De acordo com a apuração, o grupo investigado teria participação tanto na produção dos calçados falsificados quanto na comercialização dos produtos pela internet, o que ampliava o alcance das vendas e dificultava o rastreamento das operações.
Além disso, os suspeitos também são investigados por movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade formal declarada.
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Polícia cumpre 14 mandados de busca em cidades mineiras
Durante a ofensiva, a Polícia Civil cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em municípios de Minas Gerais.
A operação mobilizou mais de 40 policiais civis, ligados ao Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes.
De acordo com a corporação, a ação teve como foco principal reunir provas, apreender produtos irregulares e interromper a continuidade do esquema.
Com a apreensão dos materiais e o bloqueio de valores, a Polícia Civil tenta enfraquecer a estrutura financeira da organização.
Suspeitos podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro
Conforme a Polícia Civil, os investigados podem responder por uma série de crimes relacionados à atuação do grupo.
Entre as possíveis imputações estão:
- organização criminosa;
- lavagem de dinheiro;
- crimes contra marcas;
- crimes contra as relações de consumo.
Esses crimes envolvem tanto a falsificação de produtos quanto a inserção de mercadorias ilegais no mercado, o que afeta consumidores, empresas e a concorrência formal.
Além disso, o avanço das vendas por plataformas digitais tornou esse tipo de prática ainda mais sofisticado e difícil de combater.
Nova Serrana volta ao centro de investigação ligada ao setor calçadista
A inclusão de Nova Serrana entre os alvos da operação chama atenção por envolver uma cidade diretamente associada à produção de calçados em Minas Gerais.
Nos últimos anos, o município ganhou destaque nacional como polo industrial do setor. No entanto, operações como essa reforçam o alerta para a atuação paralela de grupos suspeitos de explorar a cadeia produtiva para fins ilícitos.
Investigações continuam após apreensões e bloqueios
Mesmo com a apreensão dos produtos e o bloqueio milionário, conforme a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento.
A expectativa agora é aprofundar a identificação dos envolvidos, mapear a estrutura financeira do grupo e esclarecer a origem, a produção e a distribuição dos materiais apreendidos.
A corporação também deve analisar o conteúdo recolhido durante os mandados para identificar outros possíveis integrantes da organização.



