“A justiça foi feita”: Flávio Marra fala após Câmara rejeitar pedido de cassação

Minas Gerais
Por -23/06/2026, às 18H26junho 23rd, 2026
flávio marra
Foto: Portal Gerais

Vereador diz que filho de 6 anos o questionou sobre o ciclista, classifica o caso como perseguição política e afirma que o desentendimento em boate cabe ao Judiciário resolver

Logo após a Câmara Municipal de Divinópolis rejeitar a denúncia que pedia a cassação do seu mandato, o vereador Flávio Marra concedeu entrevista e falou sobre os dias difíceis desde o domingo, quando equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e imprensa estiveram na porta de sua casa durante as diligências relacionadas ao atropelamento do ciclista Bruno Barbosa na BR-494.

“Confesso pra vocês que de domingo pra cá não tem sido fácil. Meu filho, um menino de 6 anos, questionando se eu realmente matei o ciclista, se foi eu, e por que eu fugi”, desabafou o parlamentar.

“Tudo é político”

Marra classificou o pedido de cassação como motivado por interesses políticos e fez referência direta ao resultado da votação 12 votos contrários à cassação e 3 favoráveis. “A gente sabe quem estava por trás disso. Foram 12 votos favoráveis e 3 contrários ,3 que são de esquerda, do PT, 2 assim e 1 que tá querendo entrar no meu lugar”, afirmou.

O vereador disse ainda que o episódio se insere num contexto de pré-campanha para deputado estadual. “Eu entendo que não é desconstruindo os outros que a gente vai se construir. O que a gente vê é muita gente da política mobilizando pra desconstruir um trabalho que eu venho fazendo ao longo de muito tempo”, declarou.

Sobre a briga na boate

Em relação ao desentendimento na boate Mandalla Rooftop, Marra reforçou que o episódio foi pessoal e que cabe ao Judiciário apurar os fatos. “Foi um momento de lazer, onde eu estava vendo o jogo do Brasil. Houve um desentendimento que cabe ao poder judiciário resolver, não cabe à câmara decidir o que houve lá, porque nem os fatos foram apurados ainda”, disse.

O vereador reconheceu que cometeu um erro pessoal, mas separou a conduta particular da atuação como legislador. “Ser humano, todo mundo erra, todo mundo pode cometer algum erro pessoal ,nada político, nada administrativo, nada como legislador e fiscalizador.”

“Saio tranquilo”

Apesar do desgaste, Marra afirmou sair da votação com a sensação de que a justiça prevaleceu. “Saio com um sentimento tranquilo, um pouco triste. São duas noites sem dormir, minha família abalada, mas com o sentimento de que a justiça foi feita e que todo mundo entendeu que se trata de um lado político”, concluiu.

O caso do atropelamento do ciclista Bruno Barbosa segue sob investigação da Polícia Civil. O vereador não foi indiciado até o momento.