Prefeitura acompanha caso e afirma que mulher já recebeu atendimento social e médico, mas não pode obrigá-la a permanecer em acolhimento
Por Brenda Fernandes
A presença de uma mulher em situação de rua, identificada como Maria, tem gerado repercussão em Divinópolis após relatos de agressões, depredações e atos em locais públicos. Após o caso ganhar repecursão nas redes sociais a prefeitura informou, nesta quarta-feira (4/3), que o serviço de abordagem social fez o acolhimento dela, contudo, não pode obriga-la a permanecer no local.
A situação começou quando uma blogueira e empresária da cidade publicou um vídeo afirmando que a mulher vinha dormindo e defecando na porta de sua loja. Segundo o relato, o forte odor dificultava a entrada de funcionárias no estabelecimento.
Depois disso, vídeos que mostram Maria agredindo pessoas, depredando veículos, proferindo palavrões, invadindo estabelecimentos comerciais e fazendo necessidades fisiológicas em locais públicos passaram a circular amplamente. Como resultado, moradores passaram a cobrar providências do poder público.
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Prefeitura diz que acompanha o caso
Diante da repercussão, a Prefeitura de Divinópolis se pronunciou na manhã desta quarta-feira (4/3). O Executivo informou que a mulher já recebeu atendimento da equipe de abordagem social em diversas ocasiões. Além disso, na manhã do mesmo dia, profissionais a acompanharam até uma casa de passagem, onde recebeu alimentação, higienização e acolhimento.
No entanto, a administração municipal destacou que não pode obrigá-la a permanecer no local. Conforme explicou, a legislação garante liberdade individual, e o município realiza apenas ações de caráter assistencial.
“Nos Trabalhamos com a liberdade, com a vontade do usuário e do sujeito, se por ventura ela resolver sair, se por ventura ela resolver voltar para situação de rua, nós trabalhamos sempre com a autonomia do usuário.”
A Prefeitura também informou que Maria apresenta comprometimentos mentais graves e recebe acompanhamento do programa Consultório na Rua. Além disso, o município já realizou encaminhamentos para o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) e outras instituições de acolhimento.
Histórico e tentativas de encaminhamento
De acordo com a administração municipal, Maria não é natural de Divinópolis, mas sim do município de Caraí, próximo a Governador Valadares. Segundo a Prefeitura, há pouco ou nenhum vínculo familiar ativo na cidade de origem.
Entre 2021 e 2022, Divinópolis realizou tratativas conjuntas com o município de origem para tentar viabilizar acolhimento. Entretanto, mesmo após ações articuladas, ela retornava a Divinópolis. Conforme relatado, a justificativa apresentada era de que a cidade oferecia acesso mais fácil e custo de vida mais baixo.
Acompanhamento médico
Sobre a possibilidade de internação compulsória, a Prefeitura afirmou que depende de respaldo técnico.
Em entrevista, um representante explicou:
“Não posso ter nenhuma ação sem ter uma conduta médica que me respalda até porque eu não sou da área da saúde”.
Por fim, a Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, afirmou que seguirá acompanhando o caso, assim como outras situações envolvendo pessoas em situação de rua na cidade.



