Advogado afirma que recorrerá da decisão que prendeu Bolsonaro

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Por -22/11/2025, às 12H17novembro 23rd, 2025
Bolsonaro
(Divulgação/ REUTERS/Adriano Machado)

Defesa diz que prisão coloca em risco a vida do ex-presidente

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em nota divulgada neste sábado (22), que a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “causa profunda perplexidade”. Conforme o advogado Celso Vilardi, a prisão de Bolsonaro ocorreu em casa, onde cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Vilardi declarou que o estado de saúde do ex-presidente “é delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco”. Ele informou que a defesa irá apresentar o recurso cabível contra a decisão.

O advogado contestou ainda os fundamentos da prisão, afirmando, por exemplo, que ela estaria “calcada em uma vigília de orações”. Para ele, a Constituição garante o direito de reunião e a liberdade religiosa, o que tornaria desproporcional a medida.

Prisão preventiva

A ordem de prisão foi cumprida na manhã deste sábado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após convocação de uma vigília prevista para ocorrer nas proximidades da residência onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.

Moraes destacou que a reunião poderia provocar tumulto e até facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro afirmou que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal registrou uma violação no equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro durante a madrugada.

Conforme Moraes, o episódio “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.

Trama golpista

O STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação referente ao Núcleo 1 da trama golpista. Ele e os demais condenados podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas pelo STF. Entre as restrições estavam o uso obrigatório da tornozeleira eletrônica, a proibição de acessar embaixadas e consulados, assim como de manter contato com autoridades estrangeiras. Além disso, não podia utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.