Advogado explica lei sobre flanelinhas e cobra posicionamento do município em Divinópolis

Minas Gerais
Por -16/03/2026, às 09H24março 16th, 2026
Leonardo Contursi/CMPA

Atividade é prevista em lei federal, mas depende de regulamentação municipal

O advogado Eduardo Augusto comentou a atuação de guardadores de veículos, conhecidos como flanelinhas, e de lavadores de carros em vias públicas. Segundo ele, a atividade tem previsão em lei federal, mas os municípios precisam regulamentá-la para que funcione de forma legal. O que, até o momento, não ocorre em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, onde não há regulamentação da atividade de flanelinhas.

De acordo com o jurista, a Lei nº 6.242, de 1985, regula o trabalho de guardadores e lavadores de veículos em ruas e praças públicas. No entanto, a norma exige que as prefeituras criem regras e façam o registro dos trabalhadores junto à Delegacia Regional do Trabalho.

Dessa forma, cabe aos municípios organizar a atividade, criar cadastro e estabelecer fiscalização para quem pretende atuar nas vias públicas.

Lei exige ficha limpa e regularidade de documentos

O advogado também explicou que a legislação impõe uma série de requisitos para quem deseja trabalhar como guardador ou lavador de veículos em espaços públicos.

Entre as exigências estão:

  • apresentação de atestado de bons antecedentes;
  • certidão negativa criminal;
  • comprovação de quitação eleitoral;
  • situação regular com o serviço militar, quando aplicável;
  • regularidade nas esferas penal e civil.

Segundo Eduardo Augusto, essas exigências ajudam a garantir que apenas trabalhadores devidamente identificados e com situação regular atuem na atividade.

Município também pode proibir a atividade

Além da regulamentação, os municípios também podem optar pela proibição da atividade por meio de legislação própria.

Nesse caso, a Câmara Municipal pode aprovar uma lei que impeça a atuação de flanelinhas e lavadores de veículos em ruas e praças.

Para o advogado, a decisão depende da análise do poder público local e das necessidades de cada cidade.

Debate chega ao poder público municipal

O tema envolve questões como segurança, organização do espaço urbano e oportunidades de trabalho. Por isso, o debate deve envolver gestores públicos e vereadores.

Em Divinópolis, a discussão volta à pauta sempre que moradores relatam cobranças ou constrangimentos em estacionamentos informais.

Segundo Eduardo Augusto, cabe ao município decidir se regulamenta a atividade ou se cria uma legislação específica para restringi-la.

“O município precisa enfrentar a questão com regras claras”, afirmou.