Agiota preso em Divinópolis forçava vítimas a cederem comércio

Minas Gerais
Por -31/10/2025, às 15H23novembro 2nd, 2025
agiota preso em divinópolis
Foto: Divulgação/PCMG

Investigado está preso desde o dia 24 de outubro; ele é suspeito de cobrar juros abusivos, ameaçar vítimas e simular contratos para consolidar domínio financeiro.

Polícia Civil de Divinópolis Indica Homem por Agiotagem e Extorsão

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Divinópolis, concluiu nesta sexta-feira (31/10) o inquérito policial referente aos crimes de extorsão e agiotagem. A investigação resultou no indiciamento de um homem, de 41 anos, que já estava preso preventivamente desde o último dia 24.

As apurações da Delegacia Regional de Polícia Civil em Divinópolis revelaram que o homem realizava empréstimos informais, cobrando juros abusivos e utilizando ameaças e intimidações para forçar o pagamento das dívidas. Em geral, ele comparecia pessoalmente aos locais de trabalho das vítimas para efetuar as cobranças, muitas vezes de forma agressiva. Consequentemente, isso causava sofrimento emocional e constrangimento público às vítimas.

Extorsão e Simulação de Contrato

Conforme apurado, o suspeito exercia um domínio financeiro e intimidatório sobre as vítimas. Por exemplo, uma das vítimas chegou a ser obrigada a assinar um contrato de cessão de 50% de seu estabelecimento comercial em favor do investigado. O documento simulava uma transação legítima, mas servia apenas para consolidar a exploração. Mesmo após o repasse de valores significativos, o suspeito continuava com a exigência de novas quantias, perpetuando o ciclo de exploração econômica e psicológica.

Além disso, uma idosa, mãe de uma das vítimas, relatou em depoimento ter contraído empréstimos bancários e utilizado parte de sua pensão para ajudar o filho. As ameaças e pressões constantes do investigado a deixavam temerosa pela integridade física de ambos.

Ação Policial e Apreensões

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, no bairro Porto Velho, os policiais apreenderam três veículos de luxo, além de diversos documentos e notas promissórias que reforçam as provas da atividade criminosa.

Com os elementos reunidos, a PCMG indiciou o homem pelos crimes de extorsão e contra a economia popular (pela prática de agiotagem), e remeteu o inquérito ao Poder Judiciário.

De acordo com o delegado Vivalde Levilesse, existem outras ocorrências em que o mesmo homem é apontado como suspeito. Todas elas seguem o mesmo modo de agir, envolvendo empréstimos ilegais, cobrança de juros abusivos, simulação de contratos e ameaças às vítimas. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar novas possíveis vítimas.