Universidade afirma que não há comprovação de intoxicação alimentar e explica como acompanha a segurança das refeições no RU do Campus Centro-Oeste
A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) se manifestou após estudantes relatarem mal-estar depois de consumir refeições no Restaurante Universitário do Campus Centro-Oeste Dona Lindu. As manifestações começaram a circular nas redes sociais, principalmente no perfil Spottedufsjcco2.0.
Em nota publicada no dia 04 de setembro, a universidade afirmou que não recebeu, até o momento, dados que comprovem a ocorrência de intoxicação alimentar. Além disso, a instituição disse que não conseguiu estabelecer uma relação de causa e efeito entre os sintomas relatados e as refeições servidas no restaurante.
A UFSJ também explicou que a ausência de registros formais de parte das ocorrências impede uma análise técnica e laboratorial conclusiva.
Relatos chegaram pelas redes sociais
Os estudantes utilizaram o perfil Spottedufsjcco2.0 para compartilhar relatos sobre possíveis problemas após o consumo das refeições.


No entanto, segundo a UFSJ, apenas uma das pessoas que apresentou reclamação formalizou a ocorrência pelos canais institucionais.
As demais comunicações, conforme a universidade, ocorreram por meio de e-mails e publicações nas redes sociais.
Por isso, a instituição reforçou a importância de registrar oficialmente situações que possam indicar problemas relacionados à alimentação.
Segundo a universidade, esse registro reúne informações necessárias para que os responsáveis técnicos possam avaliar cada caso e adotar as providências necessárias.
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Universidade diz que não conseguiu confirmar intoxicação
A UFSJ informou que a quantidade de informações disponíveis não permite confirmar que os sintomas tenham sido provocados pelas refeições do RU CCO.
A instituição destacou que uma investigação desse tipo precisa considerar dados específicos sobre cada ocorrência. Entre eles, estão informações sobre o alimento consumido, horário, sintomas apresentados e demais circunstâncias relacionadas ao caso.
Dessa forma, os relatos publicados nas redes sociais, isoladamente, não permitiram uma conclusão técnica sobre a origem dos sintomas.
Ainda assim, a universidade afirmou que adotou providências assim que tomou conhecimento das manifestações.
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Empresa responsável pelo restaurante foi comunicada
Mesmo sem uma conclusão sobre a origem dos relatos, a UFSJ informou que notificou a empresa responsável pelos serviços do Restaurante Universitário.
A instituição solicitou esclarecimentos sobre os fatos apresentados.
Além disso, a universidade afirmou que mantém procedimentos de controle e monitoramento dos alimentos oferecidos no restaurante.
Entre essas medidas está a coleta diária de amostras das refeições, que podem passar por análise microbiológica.
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RU atende até 600 refeições diariamente
O RU CCO atende uma quantidade significativa de pessoas todos os dias. Segundo a UFSJ, o restaurante fornece, em média, entre 500 e 600 refeições diariamente.
O atendimento inclui estudantes, servidores, trabalhadores terceirizados e integrantes da própria equipe.
Por esse motivo, a universidade afirma que mantém procedimentos específicos para acompanhar a qualidade e a segurança dos alimentos.
Além disso, a instituição orienta que possíveis casos de intoxicação ou outros problemas relacionados à alimentação sejam comunicados pelos canais oficiais.
Empresa apresenta registros de controle sanitário
Além da nota da universidade, a Englobak Comércio e Serviços Ltda., empresa responsável pela operação do RU CCO, apresentou esclarecimentos sobre os procedimentos realizados no restaurante.
A empresa afirma que mantém protocolos de controle sanitário, higienização e segurança alimentar.
Segundo a Englobak, foram realizadas análises laboratoriais da água potável em 22 de maio de 2026. Os testes ocorreram em pontos utilizados na manipulação de alimentos, como o Paneleiro e a Área de Salada.
Ainda conforme a empresa, os certificados apresentados não apontaram presença de coliformes totais ou Escherichia coli nas amostras analisadas.
Além disso, a Englobak informou que realizou a higienização dos reservatórios de água e a limpeza das caixas de gordura em 23 de maio. A empresa afirma que mantém esse procedimento a cada seis meses.
Dedetização e troca de filtros também foram informadas
A empresa também apresentou registro de controle de pragas urbanas realizado em 2 de julho de 2026. Segundo a Englobak, o procedimento segue um cronograma com novas aplicações a cada três meses.
Outro procedimento citado envolve os bebedouros. A empresa informou que realizou a troca dos filtros em 16 de junho e que repete essa manutenção a cada quatro meses.
Além disso, a Englobak afirma que monitora diariamente as refeições servidas e realiza a coleta de amostras para eventuais contraprovas.
Sem confirmação de intoxicação até o momento
Apesar dos relatos dos estudantes, a UFSJ afirma que ainda não existem dados suficientes para confirmar uma intoxicação alimentar relacionada às refeições do RU CCO.
A Englobak também declarou que, até o momento, não existe laudo técnico ou evidência que estabeleça essa relação.
No entanto, a universidade informou que continua disponível para receber manifestações formais. Dessa maneira, novos registros podem contribuir para uma eventual investigação técnica.






