Polícia Civil prendeu dois homens envolvidos em crime passional no Centro-Oeste de Minas e descarta latrocínio
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu dois homens, de 22 e 44 anos, investigados pela morte de um mototaxista de 47 anos em Itaúna, no Centro-Oeste mineiro. O crime ocorreu em 25 de agosto, quando a vítima caiu em uma emboscada após ser chamada para uma corrida na zona rural da cidade.
Crime premeditado
De acordo com as apurações, o mototaxista foi alvejado no tórax por um disparo de espingarda calibre .28. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Inicialmente, a investigação apontava para latrocínio (roubo seguido de morte), mas os levantamentos descartaram essa hipótese. O inquérito concluiu que o crime teve motivação passional.
O homem de 44 anos, que mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa da vítima, teria planejado toda a ação criminosa. Ele foi preso em 27 de agosto, após ser flagrado em um furto de equipamentos eletrônicos. Durante a ocorrência, surgiram indícios de sua participação no homicídio, que ele confessou.
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Presos confessaram participação
O segundo investigado, de 22 anos, foi responsável por atrair a vítima até o local do crime, fingindo ser passageiro. Em troca, recebeu cerca de R$ 1 mil, pagos em parcelas via cartão de crédito. Ele foi localizado e preso em um shopping da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 29 de agosto.
Ambos confessaram envolvimento no crime
Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu a motocicleta e o celular da vítima, além da arma de fogo usada no assassinato, munições e roupas que teriam sido utilizadas pelos suspeitos.
A dupla foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento.
De acordo com o delegado João Marcos do Amaral, não há indícios de participação da esposa do mototaxista no crime em Itaúna. Ela entregou o celular para perícia e prestou depoimento à Polícia Civil. Durante o interrogatório, a mulher negou envolvimento no assassinato, mas confirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com o suspeito há cerca de cinco anos.
Segundo o delegado, a esposa teria dito ao amante que a única forma de ficarem juntos seria com a morte do marido, porém afirmou que a declaração se referia a uma morte natural, e não à prática de homicídio



