Anvisa libera fábrica da Ypê, mas mantém restrição a alguns produtos

Minas Gerais
Por -30/05/2026, às 07H48maio 30th, 2026
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Agência autoriza retomada da produção, porém mantém suspensos lotes com final 1 até apresentação de novos laudos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (29), a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. No entanto, a agência manteve a restrição para alguns produtos da marca enquanto aguarda novos laudos laboratoriais.

A decisão permite que a Química Amparo, fabricante da marca Ypê, volte a produzir normalmente após apresentar medidas corretivas para atender exigências sanitárias apontadas durante inspeções realizadas neste ano.

Anvisa libera produção após correção de irregularidades

A Anvisa tomou a decisão após uma nova fiscalização realizada em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.

Segundo o órgão, a empresa apresentou um plano de ação para corrigir 76 irregularidades identificadas durante uma inspeção realizada em abril. Entre as exigências estavam melhorias nos processos de fabricação, rastreabilidade dos produtos, controle de qualidade e monitoramento de riscos sanitários.

De acordo com o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a unidade industrial já reúne condições adequadas para voltar a operar.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou.

Além disso, a agência informou que continuará acompanhando a implementação das medidas corretivas.

Quais produtos da Ypê estão liberados?

Com a autorização, a empresa já pode comercializar normalmente os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026.

Entre os itens liberados estão:

  • Lava-roupas líquidos;
  • Detergentes lava-louças líquidos;
  • Desinfetantes produzidos após essa data.

Dessa forma, consumidores podem utilizar normalmente os produtos fabricados após o período analisado pela fiscalização.

Produtos com lotes terminados em 1 continuam suspensos

Por outro lado, a Anvisa manteve a proibição de venda e uso de parte dos produtos da marca.

A restrição vale para:

  • Detergentes;
  • Sabões líquidos para roupas;
  • Desinfetantes com lotes terminados em “1”.

Além disso, a agência orienta que esses produtos permaneçam armazenados em local seguro e não sejam descartados.

A liberação definitiva ocorrerá somente após a apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados pela Anvisa.

Entenda o caso que levou à suspensão da Ypê

A crise começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos fabricados na unidade de Amparo.

Durante a fiscalização, os técnicos identificaram 76 irregularidades sanitárias e apontaram risco de contaminação microbiológica nos produtos.

Além disso, a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas.

O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria presente naturalmente no ambiente, especialmente na água, no solo e em locais úmidos.

Embora normalmente não represente riscos graves para pessoas saudáveis, ela pode causar infecções em pessoas com baixa imunidade, como:

  • Pacientes em tratamento contra câncer;
  • Transplantados;
  • Idosos;
  • Pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico.

Por esse motivo, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas e voltadas à proteção da saúde pública.

Fiscalização continuará após a liberação

Mesmo com a retomada das atividades da fábrica, a Anvisa continuará monitorando a empresa para verificar o cumprimento permanente das exigências sanitárias.

Além disso, os produtos que seguem suspensos somente poderão retornar ao mercado após a aprovação dos novos testes laboratoriais exigidos pelo órgão regulador.

Com informações da Agência Brasil