Após caso de tortura, Prefeitura de Divinópolis quer endurecer punições a servidores

DivinópolisMinas Gerais
Por -01/07/2026, às 17H40julho 1st, 2026
Sede da Prefeitura de Divinópolis, no bairro São José (Foto: PMD/Divulgação)

Projeto de lei pretende agilizar o Processo Administrativo Disciplinar em casos de crimes graves praticados por servidores públicos

A Prefeitura de Divinópolis anunciou que enviará à Câmara Municipal um projeto de lei para tornar mais rígido o Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A medida surgiu após a Polícia Civil indiciar um servidor municipal por tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano.

O caso ganhou repercussão em toda a região. Conforme as investigações, a vítima permaneceu em cárcere privado por oito dias. Durante esse período, sofreu agressões físicas e psicológicas. Além disso, foi obrigada a usar crack. A Polícia Civil também informou que o investigado divulgou vídeos das agressões. A vítima possui deficiência auditiva, o que aumentou sua vulnerabilidade.

Prefeitura repudia a violência

Em nota oficial, a Prefeitura manifestou “o mais veemente repúdio” aos crimes investigados. Além disso, reafirmou que qualquer forma de violência contra a mulher é incompatível com os princípios da administração pública.

O município também informou que acompanha o caso. Ao mesmo tempo, ressaltou que respeita o trabalho da Polícia Civil e do Poder Judiciário durante as investigações e o processo criminal.

Projeto pretende reduzir a burocracia

Diante da gravidade dos fatos, a prefeita Janete Aparecida determinou a elaboração do projeto de lei em conjunto com a Procuradoria do Município.

A proposta pretende reduzir a burocracia dos processos administrativos. Dessa forma, a administração poderá adotar providências com mais rapidez. Ainda assim, o texto manterá o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Segundo a Prefeitura, o objetivo é fortalecer os mecanismos de responsabilização de servidores envolvidos em crimes considerados de extrema gravidade.

Caso mobilizou autoridades

Conforme a investigação, o servidor manteve a vítima em cárcere privado durante oito dias.

Além disso, a mulher sofreu sucessivas sessões de tortura e violência psicológica. Segundo a polícia, o investigado ainda gravou e divulgou vídeos das agressões.

Após reunir depoimentos, laudos periciais, imagens e outras provas, a corporação indiciou o servidor por tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano.

Leu essa? Mulher foi torturada, obrigada a usar crack e mantida em cárcere por 8 dias em Divinópolis

Município reforça compromisso

Ao encerrar a nota, a Prefeitura reafirmou o compromisso com a proteção das mulheres, a defesa dos direitos humanos e a ética no serviço público.

Além disso, informou que pretende fortalecer os mecanismos de responsabilização administrativa. Assim, busca garantir mais integridade, transparência e responsabilidade na administração municipal.