Mensagem modificativa reduz pedágio da regra de transição e incorpora 12 reivindicações apresentadas por sindicatos e Câmara Municipal
A Prefeitura de Divinópolis protocolou uma mensagem modificativa ao Projeto de Lei Complementar da Reforma da Previdência Municipal após receber solicitações de servidores públicos e vereadores da Câmara Municipal. A administração informou que pretendia manter o texto original da proposta, mas decidiu promover alterações após uma série de reuniões e discussões técnicas com representantes da categoria e do Legislativo.
Segundo o Executivo, as mudanças buscam ampliar a segurança jurídica dos servidores e aperfeiçoar as regras de transição do Regime Próprio de Previdência Social, mantendo o objetivo de garantir a sustentabilidade financeira do sistema.
Pedágio da transição cai de 100% para 50%
Entre as principais alterações está a redução do pedágio da regra de transição de 100% para 50%, mantendo as idades mínimas previstas no projeto. A medida beneficia servidores que estão próximos de cumprir os requisitos para a aposentadoria.
Outra mudança anunciada pela Prefeitura trata do benefício adicional de permanência, conhecido entre os servidores como “pé na cova”. O projeto original revogava o benefício, porém a mensagem modificativa cria uma regra de transição para atender servidores que já se encontram em condições de acessá-lo.
Além dessas mudanças, o Executivo informou que promoveu ajustes técnicos e jurídicos em diferentes dispositivos da proposta após as discussões realizadas com os servidores e vereadores.
Propostas acolhidas integralmente
De acordo com levantamento apresentado pelos sindicatos, seis propostas foram acolhidas integralmente pela administração municipal:
- Redução do pedágio da regra de transição de 100% para 50%;
- Regras de cessação da pensão;
- Reconhecimento e averbação do tempo especial;
- Abono de permanência;
- Realização de audiência pública anual de prestação de contas;
- Vedação à revogação genérica de vantagens.
Itens tiveram acolhimento parcial
Outras seis propostas receberam acolhimento parcial, entre elas:
- Idade mínima para professores nas funções de magistério, com adequação à jurisprudência do STF;
- Direito adquirido, integralidade e paridade;
- Comprovação da união estável;
- Termo inicial da aposentadoria por incapacidade;
- Aprovação colegiada para atos estratégicos;
- Publicação de indicadores de gestão.
Segundo o documento, dois temas permaneciam em construção até 1º de julho: a participação dos segurados por meio de alteração da Lei Orgânica e a definição da regra de transição para o adicional por tempo de serviço, conhecido como “pé na cova”.
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Sindicatos afirmam que mudanças foram insuficientes
Em nota, os advogados que representam os sindicatos afirmaram que os avanços ocorreram, principalmente, em ajustes de redação e aspectos considerados simbólicos. Conforme o documento, das 25 propostas negociadas, 12 registraram algum avanço, enquanto 13 foram rejeitadas.
Os representantes sindicais destacam que nenhum dos pontos de maior impacto financeiro foi integralmente aceito, sendo a redução do pedágio da regra de transição a única concessão com repercussão financeira.
Diante desse cenário, os sindicatos defendem que o Projeto de Lei Complementar nº 008/2026 seja rejeitado pela Câmara Municipal para que um novo texto seja elaborado com maior participação dos servidores, de seus representantes, da equipe técnica e do Poder Executivo.
Prefeitura defende diálogo e responsabilidade fiscal
A Prefeitura de Divinópolis afirmou que a construção da Reforma da Previdência tem sido conduzida com transparência, diálogo e responsabilidade fiscal. Segundo o Executivo, as alterações incorporadas ao projeto procuram conciliar a sustentabilidade do Regime Próprio de Previdência Social com a preservação dos direitos dos servidores públicos municipais.




