Moradores do bairro Manoel Valinhas, em Divinópolis, relatam ataque de cães nas ruas. Uma mulher ficou ferida e precisou de atendimento.
Moradores do bairro Manoel Valinhas, em Divinópolis, relatam preocupação com ataque de cães nas ruas da região. Nesta segunda-feira (30/3), uma moradora ficou ferida após ser mordida por um cachorro enquanto voltava para casa na rua Itaí.
O caso deixou em alerta os vizinhos, que afirmam conviver há algum tempo com episódios de ataques e comportamento agressivo por parte de pelo menos um dos cães que permanece no local.
Mulher atacada ao voltar da missa
Segundo relato de uma das vítimas, ela seguia para casa após sair da missa quando passou por uma calçada da região, sendo surpreendida pelo animal.
De acordo com as informações, um dos cães avançou repentinamente e a mordeu. Em seguida, ela precisou procurar atendimento médico.
Por causa do ferimento, a vítima precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu os cuidados necessários, incluindo a aplicação da vacina disponível na unidade.
Moradores relatam outros ataques no bairro
Este não é o primeiro episódio envolvendo os cães que circulam pela área. Moradores afirmam que vários animais permanecem na região e que um deles já teria atacado outras pessoas que passaram pelo local.
Os próprios vizinhos dizem que ainda não sabem exatamente qual é a origem dos animais.
Segundo os relatos, ainda existe dúvida se os cães:
- pertencem a algum morador;
- vivem como animais comunitários;
- recebem alimentação de pessoas da vizinhança;
- ou se são cães abandonados.
Essa indefinição, segundo quem mora na área, dificulta a busca por uma solução definitiva.
Prefeitura orienta moradores sobre como agir
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis informou que a situação pode envolver dois cenários diferentes, dependendo do tipo de animal e da condição em que ele se encontra.
Em caso de animal de raça considerada perigosa
Segundo a administração municipal, quando o animal pertence a raças consideradas potencialmente perigosas, como pitbull ou rottweiler, os moradores devem acionar o Corpo de Bombeiros para o recolhimento.
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Quando se tratar de cães sem raça definida
Já no caso de cães sem raça definida, conhecidos popularmente como vira-latas, a prefeitura orienta que os moradores avaliem se o animal vive como cão comunitário.
Ou seja, se o animal recebe alimentação frequente da própria vizinhança e permanece naquela área de forma contínua.
Nessas situações, a prefeitura orient a entrar em contato com o órgão para buscar medidas como a castração.
Segundo o município, a castração pode ajudar, entre outros pontos, na redução da agressividade dos animais.
Alimentação no mesmo ponto pode aumentar comportamento territorial
Outro ponto destacado pela Prefeitura envolve a forma como os animais são alimentados.
De acordo com a orientação repassada pelo município, quando o cão recebe alimento sempre no mesmo local, ele pode desenvolver comportamento territorialista.
Isso significa que o animal pode passar a enxergar a área como território próprio e, por isso, reagir de forma agressiva à aproximação de pedestres.
Nesse contexto, avanços e ataques podem ocorrer como uma forma de defesa.
Ainda segundo a administração municipal, se o animal deixar de receber alimento naquela região, ele tende a procurar outro local para permanecer.



