Biblioteca Pública de Divinópolis recebe, em agosto, exposição de Fernando “Durok” Camillo com 25 fotos em preto e branco que revelam expressões e bastidores do Reinado.
A Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago, em Divinópolis, abre de 5 a 29 de agosto de 2025 a mostra “Bastidores do Reinado – um registro em P&B”, assinada pelo jornalista e fotógrafo Fernando Gontijo Camillo, conhecido como “Durok”. A exposição reúne cerca de 25 fotografias feitas ao longo de anos, retratando os bastidores do Reinado com foco em expressões de pessoas e, especialmente, de crianças.
O fotógrafo descreve a experiência como “um grande laboratório a céu aberto”, destacando que as melhores imagens são espontâneas, capturadas no exato momento de um sorriso, abraço, aperto de mãos ou mesmo flagrantes de “cara fechada, amarrada, como queiram”.
Fotografia como leitura da alma
Fernando lembra que alguns povos indígenas acreditam que, ao serem fotografados, “roubam-lhes a alma”. Ele, porém, acrescenta:
“A fotografia é uma leitura d’alma e quanto mais espontânea, mais podemos enxergar o que vem de dentro para fora. Ao contrário do que se pratica; ou seja, de fora pra dentro.”
Sobre sua visão artística, ele, então, sentencia:
“A fotografia é magia. É por demais surpreendente, literalmente e espontaneamente, reveladora. A fotografia é fidelidade. E em cores, revela-nos nuances, tons, contrastes, luzes, enquadramentos.”
E destaca o impacto da técnica escolhida para esta mostra:
“Em preto e branco; sofisticada, pujante e com certa irreverência, revela-nos os contrastes entre o que seja preto e o branco. Chega a ser fascinante as expressões captadas pelas lentes. Prezo muito por registros que sejam espontâneos.”
Conforme o autor, essas imagens “eternizam momentos da história da não mais pacata cidade do Divino”.
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Olhar distinto e prática constante
Conhecido por afirmar que não se considera um fotógrafo profissional, Durok diz que pratica “registros para prosperidade”, feitos com uma Canon EOS Rebel T100 e lentes EFS 1-55mm e SIGMA 70-300mm 1:-5.6 DL MACRO.
De acordo com ele, “a fotografia por excelência está no olhar de quem capta algo ou alguém de forma poética. Um olhar distinto, associado a um bom enquadramento, luz perfeita (9h e 16h) e, claro; observar a todo instante; todo o momento. Observar tudo e todos, faz a diferença.”
E conclui:
“O que recomenda-se é praticar. Sempre clicar mirando o alvo, o objetivo, o objeto. Em síntese: a fotografia nos liberta e nos transporta por lugares nunca d’antes observado. Algo adormecido que com um simples clic, eterniza-se.”



