Bebê engasgada em Pará de Minas é salva por profissionais de UBS

Pará de Minas
Por -14/08/2026, às 10H01agosto 14th, 2026
Mãe chega com a bebê engasgada com tampa de pomada em UBS de Pará de Minas.

Equipe da UBS Walter Martins realiza manobras de emergência no bairro Padre Libério após criança engolir tampa de pomada

Uma bebê engasgada em Pará de Minas foi salva por seis profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) Walter Martins na manhã de quinta-feira (13). O caso aconteceu no bairro Padre Libério, no Centro-Oeste de Minas. A mãe, Gisele Borges dos Santos, percebeu que a filha Helena, de 8 meses, não conseguia respirar enquanto trocava a fralda dela. A mulher tentou realizar manobras de desengasgo em casa, contudo não obteve sucesso. Diante da gravidade da situação, um motociclista prestou auxílio na rua e transportou mãe e filha até a unidade de saúde, onde a equipe salvou a criança.

Atendimento de emergência para a bebê engasgada em Pará de Minas

De acordo com as informações apuradas, a técnica em enfermagem Elisiane Cardoso realizou o primeiro acolhimento assim que a mãe entrou na unidade com a criança no colo.

Em entrevista ao Portal Divera e cedidas ao Portal Gerais, a equipe e a mãe relataram os momentos de tensão durante o socorro prestado.

Elisiane Cardoso descreveu a chegada da criança: “Por volta de umas sete e meia da manhã, eu tava vindo da sala de medicação, quando uma mãe entrou na unidade com um bebê, já tava mais molinho. Ela só pegou e falou pra gente, olha, ela tá engasgada. Eu já peguei essa criança, já comecei a manobra de desengasgo.”

Conforme relatou a técnica, os profissionais perceberam a gravidade do quadro rapidamente: “A boquinha dela já começou a sangrar, porque começou a machucar, né? E ela já começou a ficar um pouco cianótica. De imediato, a enfermeira Maristela pediu, ela já gritou a médica responsável que tava no momento, que é a doutora Vitória”.

Além disso, Elisiane destacou a atuação conjunta do grupo: “A gente é uma equipe muito orquestrada, graças a Deus. Na hora da tensão, a gente ficou muito tenso, mas correu tudo tranquilo, graças a Deus. E nesse meio tempo também a gente já estava em contact com o SAMU”.

Por fim, a profissional relembrou a ajuda do motociclista: “A mãe foi trazida por um motoqueiro, ninguém sabe quem é esse motoqueiro. Eu acredito muito que é um anjo. Deus falou, olha, só leva. Leva ela para um lugar onde a gente vai salvar a vida dela.”

Manobras intensas salvam bebê engasgada em Pará de Minas

Conforme explicou a médica Vitória Guebls, a equipe enfrentou momentos delicados durante a tentativa de desobstrução das vias aéreas.

Vitória Guebls detalhou o atendimento médico: “Durante o atendimento ela começou a ficar um pouquinho cianótica, que é roxinha, né, que a gente fala, por causa da falta de oxigênio. Mas assim que acabou o desengasgo, ela já voltou à corzinha, já chorou e tudo deu certo.”

Contudo, a médica e as enfermeiras precisaram alterar a técnica inicial ao identificarem o objeto rígido na garganta da garota.

Em seguida, a enfermeira Juliana Lobato interveio para retirar a tampa da pomada.

Juliana Lobato explicou o procedimento adotado: “Deus coloca a gente na hora certa, no momento certo, né. Quando eu cheguei aqui, as meninas já estavam, né, realizando as manobras de desengasgo, já havia muito tempo, né, já havia aproximadamente cinco minutos. E não tava sendo efetivo”.

Dessa forma, a enfermeira conseguiu puxar o objeto com o dedo: “Então, nesses tipos de situação, a gente age mais por impulso mesmo, por intuição, né, eu falo que é Deus mesmo. E aí, eu tive a ideia de colocar a mão mesmo ali, né, e tentar retirar. As meninas já sabiam o objeto que era, né, que era uma tampa de uma pomada. E nas massagens, a tampa conseguiu subir um pouco. Então, eu consegui colocar meu dedo lá dentro e consegui puxar essa tampa dessa pomada pra fora.”

Emoção após o resgate da bebê engasgada em Pará de Minas

De acordo com os relatos da equipe, a criança voltou a respirar e chorou logo após a retirada do objeto.

A médica Vitória Guebls comemorou a resolução do caso: “When ela conseguiu puxar a tampinha, foi assim, como se a gente tivesse ganhado uma Copa do Mundo, né, porque foi uma vitória, a gente só gritava. E depois eu peguei, eu até suja de sangue, peguei a menininha no colo, e ela chorando, chorando, aí a gente falou assim, é o melhor choro que a gente já ouviu na vida.”

Além disso, a enfermeira Juliana Lobato expressou a sensação de dever cumprido.

Juliana Lobato declarou: “Foi a melhor sensação que eu já senti na minha vida. Porque não só, né, de salvar a vida daquela criança, mas eu falo assim, a gente sai de casa, a gente não sabe o que a gente vai encontrar. E poder tirar ali aquela tampa daquela criança foi algo que fez assim ela voltar à vida de novo, né.”

Alívio da mãe e alta hospitalar da criança

Conforme informou a mãe, o momento em que a filha voltou a chorar trouxe enorme alívio para a família.

Gisele Borges dos Santos desabafou: “Foi como se ela estivesse nascendo de novo pra mim, porque ela ficou muito vermelhinha, ela ficou sem ar, ela já tinha, tava com o corpo bem molinho. Então a minha filha renasceu, né? Então quando ela chorou foi a mesma coisa do dia que a gente estava na maternidade e ouviu o choro dela pela primeira vez.”

Além disso, Gisele agradeceu o atendimento recebido na unidade de saúde: “Salvaram a vida da minha filha, tanto a médica quanto as meninas que estavam lá presentes, as próprias agentes, né? Elas salvaram a vida da minha filha, todas elas em equipe, né? E também ajudaram muito a mim, que eu fiquei muito nervosa, fiquei desamparada, e elas tiveram todo o suporte tanto comigo quanto com a minha filha.”

Por fim, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou a bebê engasgada em Pará de Minas para a UPA local.

De acordo com a médica Vitória Guebls, a transferência ocorreu por protocolo: “Ela já estava desengasgada, mas por protocolo mesmo, a gente fez o encaminhamento pra UPA, né. Ela foi pra UPA, está em observação lá, acredito que deve ficar à tarde, em observação, dessas de algum raio-x, algum exame pra poder ver se está tudo bem”.

Dessa forma, a criança passou por exames de avaliação, permaneceu em observação e recebeu alta hospitalar horas depois.