Prefeitura alerta que ausência em visitas e atrasos podem levar à desclassificação do programa habitacional
Beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida conhecido como Caminho para Nosso Lar, em Divinópolis, correm o risco de perder o acesso à moradia por falta de documentação e ausência durante visitas domiciliares. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds), reforçou o alerta sobre a necessidade de participação ativa no processo.
Até agora, equipes realizaram 567 visitas domiciliares para validar informações dos cadastros. No entanto, 135 tentativas não tiveram sucesso, principalmente por ausência dos moradores ou endereços desatualizados. Por isso, a secretaria destaca que o não acompanhamento das etapas pode comprometer a permanência no programa.
Visitas e prazos são decisivos
As visitas acontecem nos períodos da manhã, tarde e noite, justamente para aumentar as chances de encontrar os moradores. Ainda assim, quando a equipe não consegue contato após três tentativas, o responsável recebe uma notificação com Aviso de Recebimento.
A partir disso, a família tem até sete dias corridos para comparecer à Diretoria de Habitação de Interesse Social e apresentar justificativas formais. Entre os documentos aceitos estão comprovantes de trabalho, atendimento médico, exames, doação de sangue, audiências judiciais ou frequência escolar.
Caso a justificativa seja aceita, a equipe realiza uma quarta e última tentativa de visita, sem aviso prévio. Se novamente não houver contato, a família é desclassificada do programa.
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Atraso na documentação preocupa
Além das visitas, a entrega de documentos também apresenta falhas. Atualmente, 277 famílias estão na fase final de análise junto à Caixa Econômica Federal e outras 65 já possuem dossiês prontos.
Por outro lado, mais de 80 famílias ainda não entregaram a documentação exigida. Além disso, mais de 50 não compareceram mesmo após convocação para organização dos dados.
Entre os principais documentos exigidos estão contrato de aluguel com recibos recentes, comprovante de renda, atestado médico com CID em casos específicos e registros oficiais em situações de violência doméstica ou pertencimento a comunidades tradicionais.
Programa depende do compromisso das famílias
Os atrasos impactam diretamente o cronograma do programa e prejudicam outras famílias que aguardam a conclusão das etapas. Por isso, o Conselho Gestor de Habitação definiu prazos para garantir o andamento junto à Caixa.
A secretaria reforça que a atualização de endereço, o recebimento das visitas e a entrega correta dos documentos são responsabilidades dos inscritos. Sem isso, o processo pode ser interrompido.
O programa tem como objetivo garantir moradia digna, mas exige comprometimento dos beneficiários em todas as fases. A orientação é que famílias com pendências procurem a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social o quanto antes para regularizar a situação e evitar a desclassificação.



