Justiça aplica mais de quatro anos de prisão por procedimento estético invasivo que deixou paciente com sequelas permanentes
A Justiça de Minas Gerais condenou a biomédica Lorena Marcondes de Faria por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina em Divinópolis. O processo concluiu que a profissional realizou, sem habilitação médica, um procedimento estético invasivo em uma paciente, causando deformidades permanentes e incapacidade para o trabalho.
Procedimento resultou em sequelas
Conforme a sentença, Lorena realizou em abril de 2023 o chamado “pump de glúteos” na vítima M.V.S., utilizando cânulas e anestesia. O procedimento provocou lesões graves, com necrose e infecções que exigiram internações hospitalares. A paciente relatou que “as feridas afetaram 100% seu trabalho” e a impediram de exercer a profissão de Nail Designer.
Além disso, os exames médicos confirmaram que as lesões deixaram cicatrizes evidentes e resultaram em incapacidade para atividades habituais por mais de 30 dias. O juiz Mauro Riuji Yamane destacou que Lorena agiu com dolo eventual, “assumindo o risco de produzir o resultado” ao realizar um tratamento privativo de médicos.
Condenação e penas aplicadas
Lorena recbeu condenação a 4 anos e 1 mês de reclusão em regime semiaberto pelo crime de lesão corporal qualificada e a 8 meses e 5 dias de detenção em regime aberto pelo exercício ilegal da medicina. A sentença também incluiu multa e custas processuais.
O magistrado ressaltou que a ré agiu por motivo torpe, buscando “lucro financeiro substancial, indiscriminado e a qualquer custo”, além de ter enganado a vítima ao afirmar que o procedimento não seria invasivo.
A decisão cabe recurso.
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Impactos pessoais e profissionais
A vítima afirmou em juízo que passou a conviver com dores constantes, cicatrizes, assim como limitações físicas. Além das complicações de saúde, relatou sintomas de depressão e a necessidade de tratamento psiquiátrico. Conforme o processo, ela também deixou de realizar atividades sociais e profissionais, como trabalhos de modelo e a prática de esportes.
Outra condenação em desfavor da biomédica Lorena Marcondes
Em janeiro deste ano houve outra condenção contra a biomédica Lorena Marcondes de Faria também pelos crimes de lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina. A sentença, conforme a Rádio Itatiaia, partiu da juíza Marcilene da Conceição Miranda, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis. O caso envolve o modelo Eduardo Luiz Santos, que ficou com uma deformidade permanente na boca após um procedimento estético realizado, então, em 2022.
Lorena Marcondes cumpre prisão domiciliar desde maio de 2024 em decorrência do processo em que é acusada pela morte de Íris Martins após um procedimento estético.


