Pressão do ex-prefeito resultou na exoneração da esposa do secretário de Comunicação; ex-prefeito agora mira casos de nepotismo cruzado
A pressão popular e a denúncia formal feita pelo ex-prefeito Fernando Cabral ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado obrigaram a Prefeitura de Bom Despacho a exonerar uma comissionada por nepotismo. A exoneração da servidora — esposa do assessor de Comunicação — ocorreu em menos de três semanas após a denúncia.
O caso veio à tona quando Cabral denunciou que o prefeito Fernando Andrade nomeou Eduardo Ludugel de Almeida para cargos de chefia na Prefeitura — incluindo Assessor de Comunicação e Chefe de Gabinete. Pouco depois, nomeou também a esposa de Eduardo, Maria Emília Duarte Soares Ludugel. Ela assumiu o cargo de Assessora Especial, todos cargos de confiança e na mesma estrutura administrativa.
Conforme Cabral, a prática viola a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, o artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa. A norma proíbe a nomeação de cônjuges ou parentes de servidores comissionados para cargos na mesma repartição. “Nomeação vedada pela Constituição. E agora a Prefeitura reconhece isso na prática, mesmo sem admitir publicamente o erro”, afirmou o ex-prefeito.
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Próximo alvo: nepotismo cruzado em Bom Despacho
Após a exoneração silenciosa da servidora, Fernando Cabral destacou que o combate ao nepotismo em Bom Despacho não termina aqui. Agora, ele pretende denunciar outro tipo de prática comum em administrações públicas: o nepotismo cruzado. Ou seja, quando a Prefeitura nomeia parentes de vereadores em troca de apoio político.
“Essa vitória é um passo, mas não é o fim. A cultura do favorecimento pessoal ainda persiste e só será enfrentada com fiscalização constante”, declarou Cabral.
A sociedade, segundo o ex-prefeito, deve continuar vigilante e atuante para evitar retrocessos.



