Brasil entra em alerta por surtos de sarampo nas Américas. Ministério da Saúde reforça vacinação e monitora casos para evitar transmissão.
O Brasil entrou em alerta máximo por causa do avanço de casos de sarampo nas Américas, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti. Apesar disso, o país mantém o статус de área livre da doença, reconquistado em 2024, já que não há transmissão sustentada no território nacional.
Ainda assim, o Ministério da Saúde do Brasil intensificou ações de prevenção, vigilância e vacinação para evitar novos surtos.
Casos disparam nas Américas e acendem alerta
De acordo com dados recentes, 14.891 casos de sarampo foram registrados em 14 países do continente em 2025, com 29 mortes. Já em 2026, até 5 de março, foram confirmadas 7.145 infecções.
Diante desse cenário, o risco de importação da doença aumentou. Por isso, autoridades de saúde reforçam a vigilância, especialmente em regiões de fronteira.
Primeiro caso no Brasil em 2026 veio do exterior
No Brasil, o primeiro caso de 2026 foi confirmado em uma bebê de 6 meses, na São Paulo. A criança contraiu a doença durante viagem à Bolívia, país que enfrenta surto ativo.
Além disso, em 2025, o país registrou 38 casos confirmados. No entanto, como não houve transmissão contínua, o Brasil manteve o certificado internacional.
Vacinação principal estratégia de prevenção
Segundo Eder Gatti, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção.
“Por conta do cenário internacional, o Ministério está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa”, explica.
O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas doses:
- a primeira aos 12 meses (tríplice viral);
- a segunda aos 15 meses (tetraviral).
Além disso, pessoas de até 59 anos sem comprovação vacinal devem se imunizar.
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Cobertura vacinal ainda preocupa autoridades
Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose. No entanto, apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta.
Esse cenário preocupa especialistas. Portanto, o governo intensifica campanhas, especialmente em áreas com baixa cobertura e regiões de fronteira.
Bloqueio vacinal evita disseminação
Sempre que surge um caso suspeito, equipes de saúde iniciam imediatamente o chamado bloqueio vacinal.
Nesse processo, profissionais identificam pessoas que tiveram contato com o paciente e aplicam a vacina de forma preventiva. Em seguida, realizam busca ativa na região, visitando residências e unidades de saúde.
Além disso, bebês entre 6 meses e 1 ano podem receber a chamada “dose zero” em situações de risco. Mesmo assim, devem completar o esquema regular posteriormente.
Viagens internacionais aumentam risco
Outro fator de preocupação envolve o aumento do fluxo internacional. Países como Estados Unidos, México e Canadá enfrentam surtos e devem receber grande número de turistas nos próximos meses.
Dessa forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária passou a reforçar orientações sobre vacinação em aeroportos e portos.
Ao mesmo tempo, o Brasil também enfrenta desafios internos, como áreas turísticas e extensas fronteiras terrestres. Por isso, autoridades reforçam: manter a vacinação em dia é essencial para evitar a volta do sarampo no país.
Com informações da Agência Brasil



