TST determinou o retorno dos funcionários e definiu reajuste salarial; em Divinópolis, sindicato confirma funcionamento normal nesta quarta-feira (30/9)
A Caixa Econômica Federal retomou o atendimento normal nesta quarta-feira (30/9), após 20 dias de greve dos funcionários. O retorno ocorreu depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou o dissídio coletivo, processo utilizado para resolver na Justiça um impasse entre trabalhadores e empresa durante as negociações da categoria, na terça-feira (29/9).
A greve começou em 10 de setembro e terminou após o julgamento. Em Divinópolis, o presidente do Sindicato dos Bancários, Antônio Márcio, confirmou o fim da paralisação na terça-feira e informou que as unidades retomaram o funcionamento normal nesta quarta.
Funcionários vão compensar dias de greve
Segundo a decisão do TST, os 20 dias de paralisação não serão descontados dos trabalhadores. No entanto, os funcionários deverão compensar o período em até 180 dias.
De acordo com Antônio Márcio, os trabalhadores vão compensar os dias parados por meio do banco de horas negativo, conforme os acertos entre os empregados e os gestores de cada unidade.
“Sobre os dias parados: o banco de horas negativo será compensado em até 180 dias, de acordo com acertos entre os empregados e os gestores de cada unidade”, afirmou Antônio Márcio
- Supermercados de Minas Gerais crescem 3,12%
- Como justificar ausência no 1º turno das Eleições 2026
- Câmara de Nova Serrana elege Mesa Diretora para 2027
- Prefeitura reforça descarte correto de resíduos em chuvas
- Prefeita Janete Aparecida deixa o CTI e vai para o quarto
TST define reajuste salarial
Além disso, o TST considerou que a greve não foi abusiva e determinou reajuste salarial correspondente a 100% do INPC mais 0,6%. A decisão terá validade de dois anos.
O mesmo índice também vai corrigir os benefícios de vale-refeição e alimentação, cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.
Saúde Caixa continua em discussão
Por outro lado, os funcionários ainda discutem algumas questões relacionadas ao Saúde Caixa, plano de assistência médica da categoria.
O principal ponto envolve o modelo de custeio. Diante do impasse, o TST decidiu manter as regras do acordo coletivo anterior, válido entre 2024 e 2026.
Segundo Antônio Márcio, as questões que continuam em aberto envolvem “basicamente custeio”. Além disso, grupos de trabalho (GTs) vão analisar o tema e, posteriormente, apresentar as propostas à diretoria da Caixa.
“Sobre as cláusulas econômicas : praticamente todas foram atendidas, contudo ainda há algumas pendências sobre o plano de Saúde Caixa, onde teremos GT (grupos de trabalho) analisando e posteriormente apresentando para a Diretoria da Caixa.”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis.






