Câmara deve votar projeto que amplia licença-paternidade para até 30 dias

Minas Gerais
Por -03/11/2025, às 07H58novembro 3rd, 2025
aumento número de deputados federais
Foto: Divulgação/Câmara Federal

Proposta cria o salário-paternidade e amplia o benefício de forma gradual até 2031; texto será votado nesta semana após acordo com o governo.

A Câmara dos Deputados deve votar entre terça (4/11) e quinta-feira (6/11) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade, podendo chegar a 30 dias a partir de 2031. A proposta será incluída na pauta pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após acordo entre o governo federal e as lideranças partidárias.

O texto tem como relator o deputado Pedro Campos (PSB-PE), que apresentou o parecer na última reunião do colégio de líderes. O projeto também cria o salário-paternidade, nos mesmos moldes do salário-maternidade, garantindo remuneração integral durante o período da licença.

Ampliação gradual da licença

Atualmente, a legislação brasileira prevê cinco dias corridos de licença-paternidade. O novo projeto estabelece uma ampliação progressiva a partir de 2027, conforme o cronograma:

10 dias em 2027;

15 dias em 2028;

20 dias em 2029;

25 dias em 2030;

30 dias a partir de 2031.

Segundo o relator, o objetivo é reduzir a sobrecarga das mães e fortalecer o vínculo afetivo entre pais e filhos. A regra também valerá para pais adotivos de crianças ou adolescentes.

Flexibilidade e regras

O projeto permite que o pai parcele a licença, usufruindo metade do período logo após o nascimento ou adoção e o restante em até 180 dias. Assim, parte da licença poderá ser tirada depois que a mãe retornar ao trabalho, ampliando o tempo de cuidado com o bebê.

Para solicitar o benefício, o trabalhador deverá informar a empresa com pelo menos 30 dias de antecedência, indicando a data prevista para o parto.

O texto ainda prevê que o direito poderá ser suspenso em casos de violência doméstica, familiar ou abandono material.

Salário-paternidade

O projeto institui o salário-paternidade pelo INSS, assegurando o pagamento integral durante o período da licença. O custo ficará sob responsabilidade das empresas, que seguirão o mesmo modelo do salário-maternidade.

Se aprovado pela Câmara, o texto seguirá para análise do Senado Federal.