Poliany Mota

 

Secretário de desenvolvimento social apresenta campanha "Não dê esmola, dê dignidade"

Secretário de desenvolvimento social apresenta campanha “Não dê esmola, dê dignidade”

Foi lançada oficialmente nesta quarta-feira (11) a campanha “Não dê esmolas”. Com o objetivo de garantir a segurança da população, diminuindo a concentração de pedintes nas ruas de Divinópolis, principalmente na região central, a Acasp (Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública), em parceria com os órgãos de segurança pública e a prefeitura, pretendem alertar a população sobre as consequências de dar dinheiro aos andarilhos.

 

Segundo o secretário municipal de desenvolvimento social Paulo Sergio dos Prazeres, em Divinópolis, em média, os moradores de rua arrecadam por mês cerca de R$ 2 mil, o que acaba atraindo andarilhos de outras cidades para cá. “Aqui é fácil viver na rua. […] A população às vezes pensa que está ajudando, mas o adolescente que recebe sua esmola hoje, pode ser seu agressor amanhã”, explicou.

 

Além de serem distribuídos panfletos informativos em pontos estratégicos da cidade e em estabelecimentos comerciais da área central, haverá divulgação da campanha no rádio, na televisão e nas redes sociais, como Facebook e Twitter. “A campanha é para que a população de Divinópolis troque a esmola direta ao usuário de rua pela doação às entidades, ou para a própria prefeitura, a fim de organizar o fluxo dessas pessoas na cidade”, comentou Paulo dos Prazeres.

 

Campanha será colocada em outdoors pela cidade (Fotos: Divulgação/ PMD/ Letícia Enes)

Campanha será colocada em outdoors pela cidade (Fotos: Divulgação/ PMD/ Letícia Enes)

 

Para que as pessoas possam oferecer ajuda ou indicar um ponto onde os moradores de rua estão se concentrado, a Secretaria de Desenvolvimento Social disponibilizou o telefone 3212-3600, que ficará em funcionamento das 7 às 17h. “Uma pessoa orientada dirá para quem ligar o que deve fazer e se for o caso, nós conseguiremos deslocar uma equipe de alguma das entidades, Polícia Militar, ou de saúde, por exemplo, que fará abordagem a esse morador de rua e então tentaremos encaminhá-lo dentro do fluxo de gestão”, explicou Paulo dos Prazeres.

 

Julio Cezar Corrêa, da assessoria de comunicação da Acasp, ressalta que a população deve mudar a cultura de dar esmolas para os andarilhos, porque o dinheiro arrecadado por eles, na maioria das vezes, costuma ser usado na compra de drogas e bebidas alcoólicas e sob efeito de entorpecentes essas pessoas podem se tornar agressivas.

 

“O projeto é para conscientizar a população da necessidade de mudar o habito de dar esmolas, porque deste modo, estão contribuindo para a manutenção das pessoas na rua e, de uma maneira geral, contribui para que o descaso, toda essa precariedade social que nós vivemos hoje no município, prolifere e aumente a cada dia. Conscientizando que não tem necessidade de dar esmola, tendo um lugar para fazer o acolhimento, para levar as pessoas, para que elas sejam atendidas, isso vai contribuir para melhorar um pouco o quadro”, concluiu o representante da Acasp.