Candidata Ana Elisa (PT) denuncia ameaças racistas de morte e estupro durante campanha eleitoral

Eleições 2026Política
Por -06/09/2026, às 15H15setembro 6th, 2026
Assessoria Ana Elisa

Em e-mail com conteúdo supremacista, autor utiliza dados pessoais para intimidar a postulante à Câmara dos Deputados; equipe jurídica acionou as autoridades policiais

A candidata a deputada federal Ana Elisa (PT) denunciou ter recebido ameaças racistas, de morte e de estupro na manhã do último sábado (5/9). O agressor enviou a mensagem por e-mail e se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco. Além disso, o autor expôs dados pessoais de Ana Elisa para demonstrar que sabe como localizá-la, estendendo as ameaças de violência também aos familiares da postulante.

Diante da gravidade da situação, a equipe jurídica da candidata acionou imediatamente as autoridades policiais e judiciais para identificar o autor do ataque. Consequentemente, as providências cabíveis estão em andamento. Contudo, os detalhes da investigação continuam em segredo de justiça para evitar prejuízos na apuração. Por questões de segurança, a campanha decidiu não divulgar a íntegra das mensagens nem o nome da organização supremacista citada no e-mail.

Violência política de gênero e racismo

Em nota oficial divulgada no domingo (6/9), a equipe de campanha classificou o episódio como um conjunto de crimes graves, incluindo racismo, violência sexual, ameaça e violência política contra a mulher. Esta última modalidade busca justamente restringir ou impedir a participação feminina e negra no cenário eleitoral por meio do terror psicológico.

Além de acionar a Justiça, a assessoria jurídica pediu expressamente que apoiadores e eleitores não compartilhem o conteúdo das ameaças. Além disso, o jurídico da candidatura colocou-se à disposição de outras candidatas que porventura tenham recebido mensagens semelhantes, visando fortalecer o combate aos crimes virtuais durante a campanha.

Campanha segue nas ruas e rejeita intimidações

Apesar das investidas para interromper a sua atuação, a candidata reafirmou que manterá a agenda pública normalmente. A campanha destacou que a internet não é um território sem lei e que os registros técnicos permitirão a identificação do agressor.

Portanto, a tentativa de intimidação contra a postulante do PT receberá respostas firmes na Justiça e na mobilização popular. A candidatura reiterou que não aceitará o tratamento do racismo e da violência política como situações normais da vida pública, garantindo a continuidade do trabalho nas ruas até o dia da votação.