Reuniões continuam para tentar reveter decisão do Republicanos que veta o nome do senador à disputa ao Palácio Tiradentes
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, sinalizou que ainda não há desfecho sobre a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas. Em entrevista à coluna Radar, da Veja, nesta sexta-feira (31/7), o dirigente indicou que o impasse deverá ser resolvido, mas admitiu não saber qual será o desfecho.
“Vai resolver. Não sei como, mas vai.”
A declaração ocorreu no dia seguinte à reunião que durou mais de cinco horas, em São José dos Campos (SP), e contou também com a participação do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, escolhido por Cleitinho como pré-candidato a vice-governador.
Já nesta sexta-feira, Cleitinho e Falcão voltaram a se reunir com o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, em mais uma tentativa de construir uma solução para o impasse.
Republicanos mantém veto
Até o momento, a decisão anunciada pelo Republicanos continua válida. Na quarta-feira (29/7), a Executiva Estadual divulgou uma nota afirmando que Cleitinho não seria o candidato da legenda ao Governo de Minas.
No comunicado, o partido sustentou que aguardou durante meses uma definição do senador, adiou decisões estratégicas para viabilizar sua candidatura e concluiu que ele perdeu o “timing” político ao não oficializar o projeto até a convenção estadual. A nota também afirmou que uma candidatura exige uma decisão firme do próprio interessado e que essa confirmação nunca ocorreu.
Após o posicionamento, o Republicanos passou a sinalizar apoio ao ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP). No dia seguinte, Aro confirmou a pré-candidatura ao Governo de Minas e anunciou o rompimento político com o governador Mateus Simões (PSD), de cuja base fazia parte. Até então, Aro aparecia como o nome do grupo para disputar o Senado.
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Cleitinho reagiu e manteve a pré-candidatura
Horas depois da divulgação da nota do Republicanos, Cleitinho concedeu entrevista coletiva em Divinópolis e contestou a versão apresentada pela legenda.
O senador afirmou que nunca desistiu da disputa e explicou que adiou o anúncio oficial da candidatura em razão do tratamento e da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia.
Segundo ele, a direção nacional foi comunicada previamente sobre sua ausência na convenção estadual e compreendeu a situação.
Na ocasião, Cleitinho reafirmou que continua pré-candidato ao Governo de Minas, manteve Luiz Eduardo Falcão como vice e descartou apoiar uma eventual chapa alternativa.
“Se eu não vier candidato, meu irmão, não vou apoiar essa chapa que eles querem colocar. A chapa é minha e do Falcão.”
O senador Cleitinho também declarou que buscaria sensibilizar Marcos Pereira para reverter a decisão do partido.
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Nova sinalização do presidente estadual
Dois dias após a divulgação da nota oficial, o discurso dentro do Republicanos passou a apresentar diferenças.
Em entrevista ao portal O Fator, nesta sexta-feira, o presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen, afirmou que Cleitinho “sempre esteve aberto” à candidatura. Assim como no dia convenção, atribuiu a demora na definição ao período de luto vivido pelo senador após a morte do irmão.
A declaração contrasta com o teor da nota divulgada pela Executiva Estadual, que responsabilizava a indefinição de Cleitinho pelo encerramento do projeto eleitoral da legenda.


