Corregedor-geral, o vereador Washington Moreira já demonstrou que não permitirá o uso da corregedoria como manobra política; Coordenador exonerado a pedido já está de secretaria nova

A Câmara Municipal de Divinópolis se prepara para uma reunião que pode ser decisiva na próxima segunda-feira (23/3). Na pauta, a denúncia com pedido de cassação apresentada pelo vereador Matheus Dias (Avante) contra Vítor Costa (PT).
No entanto, o movimento não teve o efeito esperado. Pelo contrário, a repercussão foi negativa e soou, nos bastidores, como perseguição política.
O próprio pronunciamento feito por Matheus Dias na terça-feira (17/3) reforçou essa percepção. Ao mencionar denúncias anteriores contra ele, algumas também pedindo cassação, o vereador acabou evidenciando um ambiente de disputa política que pouco contribui para o interesse público.
Denúncia sem força política e com custo ao contribuinte
As acusações citadas pelo parlamentar não avançaram. Da mesma forma, a denúncia atual contra Vítor Costa também não demonstra força suficiente para prosperar.
Além disso, o caso levanta um ponto sensível: o uso da estrutura pública. Mesmo sem consistência jurídica ou política, o processo exige mobilização de servidores e recursos da Câmara, o que implica custo direto ao contribuinte.
Conforme apuração da coluna, a tendência é de a denúncia deve ser arquivada.
Sem citar nomes diretamente, o corregedor-geral, o vereador Washington Moreira, já indicou o posicionamento institucional.
Ele foi assertivo ao afirmar, durante pronunciamente e sem se referir diretamente ao caso, que não permitirá o uso da corregedoria como ferramenta de manobra política. “Jogas pra galera não”. Em outras palavras afirmou que disputas pessoais e “picuinhas” não podem consumir tempo, energia.
A postura reforça um princípio básico da administração pública. O foco deve estar nas demandas da população, especialmente em áreas que exigem respostas urgentes.
Permitir que conflitos políticos internos avancem nesse nível não apenas desgasta o Legislativo, como também compromete a confiança do cidadão.
Disputas pessoais devem ser resolvidas fora dos corredores da Câmara.
- Minas Gerais amplia produção de café conilon e fortalece diversificação no campo
- Uniforme escolar distribuído pela prefeitura gera reclamações em Nova Serrana
- Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil
- CNH mais cara? Detran-MG muda valores de exames em Minas
- Greve dos ônibus: Janete corta subsídio do transporte após impasse
Servidor da Semsur de secretaria nova
Pouco tempo depois após a exoneração do cargo de coordenador de Fiscalização, Máquinas e Orçamentos da Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), Silas Rodrigues já está em nova função.
A transferência para a Secretaria Municipal de Esportes e Juventude consta no Diário Oficial desta quinta-feira (19/3).
Exoneração e reposicionamento
Silas alegou problemas de saúde ao deixar o cargo anterior. Servidor efetivo no cargo de auxiliar de serviços, ele afirmou que não se afastaria definitivamente por motivo médico.
“Novos ares”, declarou ao Portal Gerais.
A prefeitura, por sua vez, sustenta que a exoneração não tem relação com a operação Gshot Machine conduzida pelo Ministério Público na semana passada.
Apreensão no pátio
Em coletiva o Ministério Público citou que pelo menos 14 pessoas podem estar envolvidas no esquema de propina e fraudes em licitação. Dois servidores acabaram presos e houve a exoneração de uma terceira.
Nos bastidores, cresce a atenção sobre possíveis desdobramentos e impactos administrativos. Quem mais está envolvido?



