LIRAa de 2026 aponta índice de 5,9% em Divinópolis e classifica município em alto risco para dengue, zika e chikungunya; 91% dos focos estão dentro das residências.
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e da Vigilância em Saúde Ambiental, divulgou nesta semana o resultado do 1º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo revelou índice de infestação de 5,9%, classificando o município em situação de alto risco para epidemias de dengue, zika vírus e chikungunya, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 12 de janeiro e reforça um cenário recorrente: 91% dos focos do mosquito estão dentro das residências, o que evidencia a necessidade de engajamento direto da população no combate ao vetor.
Levantamento vistoriou mais de 5,8 mil imóveis
O LIRAa é uma ferramenta estratégica utilizada para mapear a infestação do Aedes aegypti e direcionar ações de controle. Em Divinópolis, as equipes vistoriaram 5.835 imóveis, distribuídos em 169 bairros, onde foram identificados 342 focos do mosquito.
Os dados confirmam que, apesar das ações permanentes do poder público, o ambiente domiciliar segue como o principal fator de risco para a proliferação das arboviroses.
Quase todas as regiões apresentam alto risco
O levantamento mostrou que cinco das seis regiões da cidade estão classificadas como de alto risco para infestação do mosquito:
- Região Central: 8,5% – alto risco
- Região Nordeste: 7,4% – alto risco
- Região Norte: 6,5% – alto risco
- Região Sudeste: 6,5% – alto risco
- Região Oeste: 4,6% – alto risco
- Região Sudoeste: 3,5% – médio risco
A Secretaria Municipal de Saúde alerta para a necessidade de intensificação das ações de vigilância e mobilização social, sobretudo nas áreas com índices mais elevados.
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Depósitos móveis lideram os focos do mosquito
De acordo com o LIRAa, os principais tipos de criadouros identificados foram:
- Depósitos móveis, como pratos e vasos de plantas e bebedouros de animais: 43,1%
- Recipientes removíveis, como plásticos, latas, garrafas e pneus: 34,5%
- Depósitos fixos, como ralos, caixas de passagem e vasos sanitários em desuso: 11,2%
- Reservatórios de água para consumo humano, como caixas d’água e tambores: 10,5%
- Depósitos naturais, como bromélias: 0,7%
Além disso, 9% dos focos foram encontrados em lotes vagos, reforçando a importância da manutenção adequada desses espaços.
Prefeitura intensifica ações e reforça papel da população
Diante do cenário de alto risco, a Vigilância em Saúde Ambiental informou que irá intensificar visitas domiciliares, tratamento de focos, orientação aos moradores e monitoramento contínuo das regiões mais críticas.
A Prefeitura reforça que eliminar água parada é a principal forma de prevenção, destacando medidas simples como manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e ralos, descartar corretamente materiais inservíveis, assim como evitar o acúmulo de recipientes que possam se tornar criadouros.
Ações permanentes de combate ao Aedes aegypti
Entre as ações contínuas desenvolvidas pelo município estão:
- Visitas regulares dos Agentes de Combate às Endemias;
- Tratamento focal e perifocal conforme protocolos do Ministério da Saúde;
- Monitoramento de pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, cemitérios e obras;
- Realização periódica do LIRAa;
- Ações educativas em escolas, unidades de saúde e comunidades;
- Atendimento a denúncias da população;
- Atuação integrada com outras secretarias para remoção de materiais inservíveis.
No último dia 12 de janeiro, a Vigilância em Saúde Ambiental reforçou o quadro de profissionais com a contratação de mais 13 Agentes de Combate às Endemias. Ainda neste mês, de acordo com a prefeitura, terão início mutirões de limpeza em diferentes regiões da cidade.
Índices oscilam, mas início do ano segue crítico
Conforme o histórico dos levantamentos, os primeiros meses do ano concentram os maiores índices, período marcado por chuvas e temperaturas elevadas:
- 1º LIRAa 2024: 8,3% – alto risco
- 1º LIRAa 2025: 6,6% – alto risco
- 1º LIRAa 2026: 5,9% – alto risco


