Além das mortes, Juiz de Fora e Ubá enfrentam um cenário de colapso com milhares de desabrigados e desalojados
As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira desde segunda-feira (23/2) já provocaram 64 mortes, sendo 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Além disso, cinco pessoas seguem desaparecidas — três em Juiz de Fora e duas em Ubá. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) confirmou os números na manhã desta sexta-feira (27/2), enquanto equipes continuam as buscas em áreas de risco.
Juiz de Fora concentra maioria das mortes
Em Juiz de Fora, a situação permanece crítica. Os bombeiros atuam simultaneamente em três frentes: bairros Paineiras, JK (Comunidade Parque Burnier) e Linhares. Na quinta-feira (26), um novo deslizamento atingiu três casas no Bairro Bom Clima e deixou uma pessoa desaparecida.
Além das mortes, o município enfrenta um cenário de colapso social. A prefeitura contabiliza cerca de 4,2 mil desabrigados e desalojados. Desde o início das chuvas, a Defesa Civil registrou 1.696 ocorrências, o que demonstra a dimensão do impacto causado pelos temporais.
Ubá também registra vítimas e desaparecidos
Em Ubá, seis pessoas morreram em decorrência dos deslizamentos e enchentes. Outras duas seguem desaparecidas. As equipes mantêm as buscas, enquanto monitoram encostas e áreas com risco iminente de novos desmoronamentos.
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Alerta de perigo continua na região
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo para chuvas intensas na Zona da Mata até as 23h59 desta sexta-feira. A previsão indica volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h.
Dessa forma, permanece o risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Portanto, autoridades orientam a população a evitar áreas alagadas e regiões próximas a encostas.
Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar
Enquanto a chuva persiste, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) intensificam os trabalhos de resgate. Ao mesmo tempo, a Defesa Civil reforça o monitoramento das áreas mais vulneráveis.
Como consequência do solo encharcado e da previsão de mais temporais, o número de vítimas ainda pode aumentar. A situação exige atenção redobrada da população e resposta rápida das autoridades.
Com informações da Agência Brasil



