Ciclone bomba pode atingir o Sul com ventos de até 100 km/h

Gerais
Por -05/08/2026, às 18H35agosto 5th, 2026
Mapa meteorológico mostra ciclone bomba no Sul do país com ventos fortes e frente fria
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Fenômeno pode se formar entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, com rajadas acima de 60 km/h na costa.

Um sistema de baixa pressão que avança nesta quinta-feira (6) sobre o norte da Argentina e o Paraguai pode dar origem a um ciclone extratropical mais intenso, o chamado ciclone bomba, entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil, porque a diferença entre ar frio e ar quente derruba a pressão rapidamente.

Para ser classificado assim, o fenômeno precisa registrar queda de pelo menos 24 hPa em 24 horas.

Quando a pressão despenca, a tempestade ganha força

O sistema de baixa pressão acontece quando uma massa de ar muito fria se aproxima de outra massa de ar quente. Essa aproximação estreita a diferença de temperatura e favorece a formação das tempestades na divisa entre as duas massas.

O resultado esperado são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão se confirmar isso deve ocorrer a partir de amanhã e seguir até sábado (8).

As imagens de satélite indicam que os ventos mais fortes devem soprar principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode passar de 100 km/h. Na faixa costeira do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as rajadas devem superar 60 km/h.

Frente fria avança depois que o ciclone se afasta

À medida que o ciclone seguir para o Oceano Atlântico, no sentido sudeste, e se afastar da costa, uma frente fria associada ao fenômeno deve passar sobre a Argentina e o Sul do Brasil. A entrada dessa massa de ar frio deve derrubar as temperaturas.

Micael Cecchini, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), explicou que milibares são a unidade de pressão usada para medir a pressão atmosférica. As informações são da Agência Brasil.

O Instituto Serrapilheira também é citado no material como parte das instituições mencionadas na apuração.