Líria Souza Silva, fundadora da startup Chimera Biotecnologia, representará o país em missão internacional voltada para tecnologia, inovação e justiça racial.
Uma conquista histórica colocou o ecossistema de ciência e inovação de Divinópolis em evidência no cenário nacional. A cientista Líria Souza Silva e sua startup, a Chimera Biotecnologia, foram oficialmente convidadas pelo Ministério da Igualdade Racial e pelo Governo Federal para integrar a comitiva brasileira em uma missão estratégica na República Popular da China.
Conexão global e justiça racial
A missão internacional está agendada para acontecer entre os dias 29 de maio e 14 de junho de 2026. A iniciativa integra o programa federal “Caminhos do Sul Global: Cooperação Internacional para a Justiça Racial”, realizado em cooperação com o Sebrae, o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a Universidade Politécnica de Ningbo, sediada em território chinês.
O objetivo principal da agenda é conectar afroempreendedores brasileiros a ecossistemas de inovação que são referência global. Os debates e workshops intercontinentais serão focados em Ciência, Tecnologia, Inovação (CT&I) e Inteligência Artificial. Líria foi selecionada devido ao caráter altamente estratégico do seu negócio e por sua representatividade como liderança feminina negra no competitivo setor da biotecnologia.
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Diagnóstico de doenças raras no interior de MG
A Chimera Biotecnologia é uma deep tech (startup baseada em intensiva pesquisa científica) que nasceu dentro da universidade pública em Divinópolis. A empresa atua no desenvolvimento de tecnologias diagnósticas para doenças raras e autoimunes. Um dos principais focos de estudo da startup é a Neuromielite Óptica, uma condição neurológica grave que afeta de forma desproporcional a população negra e que ainda carece de métodos rápidos de diagnóstico no sistema de saúde.
Nesse sentido, a indicação da pesquisadora foi celebrada pelas lideranças políticas locais. A vereadora Kell Silva, que acompanha as pautas de saúde e desenvolvimento no município, enalteceu a conquista. “Ver uma cientista da nossa cidade, fruto da universidade pública, sendo reconhecida institucionalmente pelo governo brasileiro para uma agenda internacional na China nos enche de orgulho. Isso demonstra a força da nossa ciência e a importância de darmos visibilidade e apoio às lideranças que transformam a saúde a partir do interior de Minas”, destacou a parlamentar.



