Via Nascentes atribui o episódio a falha material e afirma que reforçou os procedimentos internos.
A Via Nascentes, concessionária responsável pela MG-050, admitiu o erro ao convocar uma mulher morta como testemunha em audiência que pede indenização exatamente em virtude do atropelamento na rodovia. Em nota, concessionária afirmou que a convocação da vítima Francisca de Fátima da Silva como testemunha em uma ação judicial ocorreu por causa de um erro material no documento enviado ao processo. A empresa afirma que identificou o equívoco, prestou esclarecimentos à Justiça e reforçou os protocolos internos para impedir que o problema volte a ocorrer.
Conforme a concessionária, não houve qualquer intenção de desrespeito à memória da vítima ou à sua família. Em nota, a empresa afirma que lamenta profundamente a falha e reforça que mantém compromisso com a transparência e a responsabilidade no tratamento das informações jurídicas. Além disso, garante colaboração integral às autoridades que acompanham o caso.
O que diz a Via Nascentes
Na nota oficial, a concessionária declarou que a inclusão do nome de Francisca na lista de testemunhas, enviada em setembro de 2023, resultou de um erro de elaboração documental. A empresa afirma que o problema foi detectado e já esclarecido nos autos do processo.
De acordo com a nota:
- tratou-se de um equívoco material;
- o erro não teve intenção de desrespeito;
- a empresa reforçou os procedimentos internos de revisão;
- e manifesta “profundo respeito à memória da vítima e aos seus familiares”.
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Entenda o caso: mulher morre atropelada e é convocada como testemunha
O episódio ganhou repercussão depois da audiência realizada na quarta-feira (3/12), no Fórum de Divinópolis. Na ocasião, familiares e autoridades se revoltaram quando a defesa da concessionária apresentou como testemunha uma mulher que morreu atropelada na própria MG-050.
Francisca de Fátima da Silva, de 56 anos, morreu em 13 de fevereiro de 2022, enquanto tentava atravessar a rodovia para chegar em casa, no bairro Quintino. O trecho, segundo moradores, não tem iluminação nem travessia adequada, o que aumenta o risco de acidentes.
A família move uma ação contra a empresa e pede R$ 266 mil de indenização. Durante a sessão, o nome convocado para o depoimento era justamente o da vítima do atropelamento, o que gerou indignação.



