Vereadora Ana Paula apontou erro “absurdo” durante audiência sobre atropelamento na MG-050.
Um erro considerado “absurdo” pela família e por autoridades marcou a audiência realizada nesta quarta-feira (3/12) no Fórum de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. A defesa da concessionária responsável pela MG-050, a Via Nascentes, convocou para depor uma mulher que morreu atropelada na rodovia, fato que gerou revolta e colocou novamente em evidência os riscos da estrada. A família processa a empresa e pede R$ 266 mil de indenização.
Francisca de Fátima da Silva, de 56 anos, morreu na noite de 13 de fevereiro de 2022 enquanto tentava atravessar a via para chegar em casa, no bairro Quintino. Apesar do grande fluxo de veículos, o trecho não possui iluminação nem travessia adequada para pedestres, o que, segundo moradores, aumenta o número de acidentes graves.
Erro na audiência revolta familiares
Durante a sessão judicial, os representantes da concessionária chamaram uma testemunha que, conforme eles, deveria ser ouvida. Contudo, o nome convocado era justamente o da vítima fatal do atropelamento.
A vereadora Ana Paula do Quintino, também chamada como testemunha, estava no local e relatou a cena inusitada.
“Eu estava lá e foi um verdadeiro absurdo. Isso só mostra o descaso da concessionária com a vítima. Sem iluminação e travessia, casos assim serão cada vez mais frequentes. Uma vergonha!”, afirmou.
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Vereadora se emociona e cobra solução
Ainda durante a audiência, Ana Paula reforçou a luta antiga da comunidade por intervenções que garantam segurança no trecho. Em pronunciamento feito na Câmara Municipal, ela se emocionou ao lembrar das mortes registradas no local.
“Eu vivo isso há mais de 30 anos. Quantas vidas nós vamos perder até que o problema seja solucionado”, declarou.
Moradores relatam que, mesmo após sucessivas cobranças, a iluminação adequada e a implantação de travessias seguras continuam fora da realidade do bairro. Enquanto isso, pedestres seguem expostos ao risco diário, especialmente no período da noite.
Família busca reparação
A família de Francisca ingressou com ação judicial contra a concessionária e argumenta que a falta de estrutura adequada contribuiu diretamente para a morte. Como forma de reparação, eles solicitam R$ 266 mil.



