Aneel propõe reajuste da tarifa da conta de energia da Cemig 2026; índice é o menor entre grandes distribuidoras do país
A conta de luz emitida pela Cemig pode ficar mais cara a partir da emissão de junho. A proposta preliminar da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê reajuste de 5,2% na tarifa de energia residencial da distribuidora em 2026. O percentual ainda será analisado e votado pela agência reguladora nesta terça-feira (26/5), durante reunião deliberativa em Brasília.
Conforme a companhia, a proposta foi disponibilizada pela Aneel no último dia 21 de maio e serve como base para discussão do reajuste tarifário anual.
Caso aprovem, a nova tarifa começará a impactar gradualmente as contas emitidas em junho, com vencimento em julho de 2026.
Reajuste da Cemig é o menor entre grandes distribuidoras
De acordo com a Cemig, o percentual proposto pela Aneel é o menor entre as grandes distribuidoras de energia do Brasil. Empresas do Rio de Janeiro e de São Paulo tiveram reajustes acima de 10% neste ano.
O efeito médio estimado para todas as classes de consumidores da Cemig Distribuição é de 6,5%. Atualmente, a empresa atende cerca de 9,5 milhões de clientes em Minas Gerais.
Entre os fatores que mais pressionaram o reajuste estão os custos com geração de energia e o aumento dos incentivos à geração distribuída, principalmente à energia solar.
Conta de luz terá aplicação gradual
O gerente de Regulação de Distribuição da Cemig, Giordano Bruno Braz de Pinho Matos, explicou que os consumidores perceberão o reajuste de forma proporcional nas primeiras faturas.
Segundo ele, as contas poderão trazer parte do consumo calculado pela tarifa antiga, referente ao período anterior a 28 de maio, e outra parte já com o novo valor.
Apenas 27,5% da tarifa ficam com a Cemig
Conforme a proposta preliminar da Aneel, apenas 27,5% do valor pago pelos consumidores ficam com a distribuidora para custear investimentos, manutenção e operação do sistema.
Os outros 72,5% destinados a:
- compra de energia (23%);
- tributos federais e estaduais (21%);
- encargos setoriais (18%);
- transmissão de energia (10%);
- receitas irrecuperáveis (0,5%).
A companhia destacou ainda que repassa integralmente tributos como ICMS, PIS, Cofins e taxa de iluminação pública aos governos e prefeituras.
Subsídios pressionam tarifas de energia
A Aneel aponta que os subsídios do setor elétrico já representam cerca de 20% da conta de luz paga pelos brasileiros. Em 2025, esses incentivos custaram aproximadamente R$ 53 bilhões aos consumidores.
Em Minas Gerais, dados do Subsidiômetro da Aneel mostram que 21,14% da conta dos clientes da Cemig foram destinados ao pagamento de subsídios.
Somente em 2025, os consumidores mineiros contribuíram com cerca de R$ 4,2 bilhões para esse financiamento. Já em 2026, o valor acumulado chega a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
Segundo a distribuidora, cerca de 79% desses recursos financiam a geração distribuída e fontes incentivadas, principalmente a energia solar.
Palavra-chave:
Metadescrição:



