Conta de luz da Cemig mais cara a partir de junho de 2026

EconomiaMinas Gerais
Por -25/05/2026, às 08H37maio 25th, 2026
conta de luz da cemig
Foto: Divulgação/Cemig

Aneel propõe reajuste da tarifa da conta de energia da Cemig 2026; índice é o menor entre grandes distribuidoras do país

A conta de luz emitida pela Cemig pode ficar mais cara a partir da emissão de junho. A proposta preliminar da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê reajuste de 5,2% na tarifa de energia residencial da distribuidora em 2026. O percentual ainda será analisado e votado pela agência reguladora nesta terça-feira (26/5), durante reunião deliberativa em Brasília.

Conforme a companhia, a proposta foi disponibilizada pela Aneel no último dia 21 de maio e serve como base para discussão do reajuste tarifário anual.

Caso aprovem, a nova tarifa começará a impactar gradualmente as contas emitidas em junho, com vencimento em julho de 2026.

Reajuste da Cemig é o menor entre grandes distribuidoras

De acordo com a Cemig, o percentual proposto pela Aneel é o menor entre as grandes distribuidoras de energia do Brasil. Empresas do Rio de Janeiro e de São Paulo tiveram reajustes acima de 10% neste ano.

O efeito médio estimado para todas as classes de consumidores da Cemig Distribuição é de 6,5%. Atualmente, a empresa atende cerca de 9,5 milhões de clientes em Minas Gerais.

Entre os fatores que mais pressionaram o reajuste estão os custos com geração de energia e o aumento dos incentivos à geração distribuída, principalmente à energia solar.

Conta de luz terá aplicação gradual

O gerente de Regulação de Distribuição da Cemig, Giordano Bruno Braz de Pinho Matos, explicou que os consumidores perceberão o reajuste de forma proporcional nas primeiras faturas.

Segundo ele, as contas poderão trazer parte do consumo calculado pela tarifa antiga, referente ao período anterior a 28 de maio, e outra parte já com o novo valor.

Apenas 27,5% da tarifa ficam com a Cemig

Conforme a proposta preliminar da Aneel, apenas 27,5% do valor pago pelos consumidores ficam com a distribuidora para custear investimentos, manutenção e operação do sistema.

Os outros 72,5% destinados a:

  • compra de energia (23%);
  • tributos federais e estaduais (21%);
  • encargos setoriais (18%);
  • transmissão de energia (10%);
  • receitas irrecuperáveis (0,5%).

A companhia destacou ainda que repassa integralmente tributos como ICMS, PIS, Cofins e taxa de iluminação pública aos governos e prefeituras.

Subsídios pressionam tarifas de energia

A Aneel aponta que os subsídios do setor elétrico já representam cerca de 20% da conta de luz paga pelos brasileiros. Em 2025, esses incentivos custaram aproximadamente R$ 53 bilhões aos consumidores.

Em Minas Gerais, dados do Subsidiômetro da Aneel mostram que 21,14% da conta dos clientes da Cemig foram destinados ao pagamento de subsídios.

Somente em 2025, os consumidores mineiros contribuíram com cerca de R$ 4,2 bilhões para esse financiamento. Já em 2026, o valor acumulado chega a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Segundo a distribuidora, cerca de 79% desses recursos financiam a geração distribuída e fontes incentivadas, principalmente a energia solar.

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