Contrato de gestão do Hospital Regional de Divinópolis é assinado entre Ebserh e UFSJ. Unidade terá 202 leitos e funcionamento total previsto em até dois anos.
O contrato de gestão do Hospital Regional de Divinópolis (HRD) foi assinado nesta sexta-feira (20/2), marcando o início oficial da fase de funcionamento da unidade. A assinatura ocorreu entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), após o Governo de Minas Gerais concluir a obra e efetivar a transferência do imóvel para a universidade.
Na prática, a partir de agora, a Ebserh está autorizada a assumir a gestão administrativa e operacional do hospital.
O que muda a partir da assinatura?
Com o contrato firmado, a Ebserh poderá:
- Iniciar a contratação de profissionais;
- Estruturar as equipes assistenciais e administrativas;
- Adquirir equipamentos e mobiliário;
- Organizar o orçamento e os fluxos de funcionamento da unidade.
A gestão ficará vinculada ao Ministério da Educação, por meio da Ebserh, e o hospital funcionará como hospital universitário, integrando assistência e formação acadêmica.
Conforme a secretária nacional de Finanças do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleide Andrade, a formalização do contrato representa avanço significativo para a abertura da unidade.
- Polícia Militar prende jovem por contrabando de cigarros eletrônicos em Itaúna
- Inmet emite alerta de perigo para temporais em todo o país
- Ubá confirma primeira morte por leptospirose e investiga 41 casos após enchentes
- Domingos Sávio cobra transparência sobre caso Banco Master e aponta desgaste na imagem do STF
- Pai e tio são presos após sequestrar bebê de 6 meses em Viçosa
Funcionamento será gradual
Embora tenha vocação para média e alta complexidade, o hospital iniciará as operações pela clínica médica. O cronograma prevê etapas, e a previsão é que o funcionamento completo ocorra em até dois anos.
O HRD contará com:
- 202 leitos, sendo:
- 30 de UTI adulto
- 10 de UTI pediátrica
- 10 de UTI neonatal
Além disso, a estrutura inclui:
- Maternidade com quartos PPP (pré-parto, parto e pós-parto);
- Centro de Parto Normal tipo II;
- Atendimento para Gestação de Alto Risco tipo II;
- Pronto atendimento;
- Bloco cirúrgico com oito salas;
- Ambulatório;
- Setor de diagnóstico e terapia.
Entre os exames ofertados estarão tomografia, ressonância magnética, mamografia, ultrassonografia, assim como raio-x.
Além disso, a unidade também oferecerá especialidades como cirurgia geral e pediátrica, ortopedia, cardiologia, neurologia, urologia, clínica médica, pediatria, oftalmologia e saúde mental.
- Polícia Militar prende jovem por contrabando de cigarros eletrônicos em Itaúna
- Inmet emite alerta de perigo para temporais em todo o país
- Ubá confirma primeira morte por leptospirose e investiga 41 casos após enchentes
- Domingos Sávio cobra transparência sobre caso Banco Master e aponta desgaste na imagem do STF
- Pai e tio são presos após sequestrar bebê de 6 meses em Viçosa
Impacto regional
A macrorregião Oeste de Minas reúne 54 municípios e cerca de 1,2 milhão de habitantes. Com a entrada em operação do hospital, conforme o governo de Minas, a expectativa é ampliar a oferta de atendimentos especializados, reduzir transferências para outros polos e fortalecer a capacidade de resolução da rede pública.
Paralisada desde 2016, o governo retomou as obras em 2023 e concluiu em dezembro de 2025. De acordo com o governo de Minas, o investimento total foi de aproximadamente R$ 134 milhões — sendo cerca de R$ 49 milhões nas obras e R$ 85 milhões destinados a equipamentos e mobiliário.
Os recursos são provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública de Minas Gerais e a mineradora Vale.


