COVID: Esgotamento assistencial força novas transferências para Divinópolis

Macrorregião Oeste recebeu 45 pacientes do Triângulo Norte e Noroeste em fevereiro; Regiões enfrentam aumento de casos e falta de leitos

O Hospital de Campanha de Divinópolis acolheu mais cinco pacientes da cidade de Coromandel, no Alto Paranaíba, para tratarem contra a Covid-19.  Os pacientes foram transferidos via aérea, nesta quarta-feira (24/02), com apoio do Comando de Aviação do Estado (ComAvE).

Foram transferidos quatro idosos, dois de 64, um de 74 e outro de 77 anos, e uma mulher, de 41 anos.  Todos estavam em estado moderado e foram encaminhados para o Hospital de Campanha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis.

As transferências tem ocorrido devido ao esgotamento da capacidade assistencial em algumas regiões, principalmente nas Macrorregiões Triângulo do Norte e Noroeste(Alto Paranaíba). O Governo de Minas já realizou, em fevereiro, transferência de 295 pacientes.

Para a Macrorregião Oeste, até o momento, foram transferidos 45 pacientes, sendo 26 mulheres e 19 homens. Eles são de Coromandel (26), Monte Carmelo (4), Iraí de Minas (1) , Guimarânia (1), Tupaciguara (1), Vazante (5), Carmo do Paranaíba (4),Lagoa Grande (2) e  Presidente Olegário (1) .

As instituições hospitalares que acolheram esses pacientes estão sediadas nos municípios de Divinópolis (19), Pará de Minas (8), Formiga (6) e Nova Serrana (6), Bom Despacho (6).

Dos transferidos 10 receberam alta, 30 continuam internados e cinco morreram. 

“A SES-MG está agindo de forma rápida e organizada  para que nenhum paciente fique sem assistência médica”, informou a Secretaria de Estado de Saúde (Ses).

Em caso de necessidade de transferência de pacientes, a Ses-MG, por meio da Central de Regulação, faz a remoção conforme a disponibilidade de leitos nas macro e microrregiões de saúde do estado. Quando necessário, aeronaves são colocadas à disposição da população para o transporte.

“A transferência é feita conforme o Plano de Contingenciamento elaborado para que todos os municípios possam contar com referências de atendimento em suas regiões. Quando em uma determinada cidade não há leitos disponíveis, é preciso buscar a alternativa assistencial mais adequada, em tempo oportuno, para o tratamento de saúde que o cidadão necessita. A busca se dá, inicialmente, em hospitais das cidades de sua macrorregião. Quando não a alternativa não é encontrada, a busca se estende para outras macrorregiões de Minas Gerais”, explicou.

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