Comissão aprovou a inclusão do prefeito Gleidson Azevedo para oitiva; Decisão foi baseada em declaração feita por ele: “errei”

A vereadora e relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga gastos com a Secretaria Municipal de Educação apresentou, nesta quarta-feira (25/5), novos incídios de formação de cartel entre as empresas contratadas. Para investigar, ela solicitou que seja incluída também a ata 231/2021 referente a compra de kits escolares.

No novo levantamento ela aponta relação de empresas participantes de vários processos licitatórios, porém derrotadas em todos. 

“Não conheço empresário tão incopetende assim”, afirmou.

Das sete atas, por exemplo, a Costa Soluções Educacionais, participou de seis licitações. Não venceu nenhuma. A Planeta Educação de quatro, e não também não ganhou. Para ela, isso pode ser indícios de um esquema para favorecer uma determinada empresa, ou seja, para que ela vença o certame.

Veja o organograma e o que diz a vereadora:

 

 Na semana passada, Lohanna mostrou que os consórcios vencedores tem relações entre si. Eles são formados, em alguns casos, pelas mesmas empresas.

Lohanna aponta indícios de cartel das empresas das quais a prefeitura comprou itens para a educação

Novas oitivas

A vereadora também pediu a inclusão do prefeito Gleidson Azevedo (PSC) na relação das pessoas a serem ouvidas pela CPI. A oitiva não tem data marcada. A decisão foi baseada em uma declaração feita pelo prefeito no final de semana em um evento na Praça do Santuário. Na ocasião ele afirmou que “errou”, entretanto, não foi específico sobre o que.

Outros três servidores da secretaria de Educação também serão listados entre as testemunhas.

A CPI também vai solicitar documentos aos consórcios aos quais a prefeitura aderiu às atas para serem analisados. A prefeitura afirmou que não tem todos os processos junto aos documentos dela.