Delegado federal destaca denúncias de crimes de contrabando e descaminho no camelódromo

Em reunião com as forças de segurança, data para retirada dos ambulantes foi reafirmada; Prazo termina no dia 01 de dezembro

Representantes da prefeitura de Divinópolis e de segurança pública, como as polícias Federal, Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Receita Federal, se reuniram na sede do Executivo, durante esta sexta-feira (08), para discutir sobre a retirada dos ambulantes do Camelódromo. Segundo a Administração, as partes envolvidas compareceram para apoiar e ratificar a decisão já anunciada pelo Município, que tem como base, uma cobrança do Ministério Público de Minas Gerais.

Em nota, a prefeitura afirmou que a programação estabelecida para a liberação do local continua mantida para 1º de dezembro e que alguns ocupantes das barracas já anunciaram, inclusive, o acerto com centros de comércio existentes nas proximidades, sinalizando a desocupação voluntária da área. O Executivo voltou a informar que nenhum dos ambulantes possui qualquer tipo de autorização administrativa para permanência no local.

Na nota, a prefeitura informou também que a retirada dos ambulantes atende, ainda, aos propósitos da lei de mobilidade urbana, recentemente aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito, Galileu Machado (MDB). A ideia é ampliar o espaço ocupado pelo Camelódromo, revitalizando o local e priorizando o tráfego de pedestres

Crimes

No encontro, a prefeitura divulgou, ainda que foi confirmada a informação de que, além da prática de ilícitos fiscais, o local abriga outras práticas delituosas,como o comércio de medicamentos abortivos e de armas.

Ao PORTAL GERAIS, o delegado chefe da Polícia Federal, Daniel Souza, declarou que chegam informações de ocorrências de crimes de descaminho e contrabando, pois, segundo ele, são vendidos produtos sem a procedência legal, ou seja, não havendo a documentação fiscal comprobatória e isso, inclusive, pode ser motivo de uma autuação da Receita Federal, conjuntamente com a PF.

“Isso foi discutido tudo dentro de um contexto de desocupação. Foram pontuadas essas questões, outras reuniões serão realizadas dentro desse prazo que a prefeitura deu para desocupar e obviamente, serão tomadas medidas para tentar realmente coibir esse tipo de crime no local (…) Estamos acompanhando de perto, dando apoio aos demais órgãos e a prefeitura, para que seja realmente estabelecida a legalidade na região”, informou.

O delegado ainda ressaltou que a questão, envolvendo especialmente o contrabando e o descaminho, o trabalho da PF pode ser feito independentemente do contexto de desocupação.

“Chegando ao nosso conhecimento e a RF indo no local, pois até dependemos deles para fazer esse tipo de operação, pois eles irão avaliar e verificar se os produtos têm ou não documentação.A partir do momento em que não tiverem, aí sim dá início ao procedimento”, finalizou.

Foto: PMD

Marcelo Lopes

Marcelo Lopes

É repórter do Portal Gerais. Graduado em jornalismo e apaixonado por esportes e histórias.

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