Lohanna França cobra ações concretas para evitar novos acidentes em Divinópolis, após prefeito mandar fechar acesso com terra
A deputada estadual Lohanna França (PV) acusou o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), de usar o grave acidente ocorrido na BR-494 como palanque políticp. A colisão entre dois carros, registrada na noite desta quarta-feira (23), deixou seis pessoas feridas no trevo de acesso ao parque de exposições.
No dia seguinte após o acidente, o prefeito determinou o fechamento da via com sete caminhões de terra, bloqueando o acesso direto à Avenida Paraná. Agora, motoristas que seguem sentido Oliveira precisam fazer o retorno no trevo após a concessionária Honda para acessar a Avenida Paraná.
Medida paliativa após acidente na BR-494
Ao bloquear o acesso, ele classificou como medida paliativa, para resolver “50% do problema” e empurrou para os “políticos de esquerda” a responsabilidade de cobrar do presidente Lula recursos para a duplicação e obras no trecho.
Para Lohanna, Azevedo fez uso de um instrumento político. “Infelizmente, o prefeito de Divinópolis — conhecido como irmão do senador Cleitinho – preferiu transformar a tragédia em palanque político”, declarou em publicação nas redes sociais. Ela também prestou solidariedade às vítimas e às famílias atingidas.
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Deputada cobra infraestrutura
Conforme Lohanna, a BR-494 sofre com décadas de abandono por parte dos governos federais, incluindo as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Ambos, de acordo com ela, não realizaram investimentos relevantes na rodovia, considerada essencial para o transporte de alimentos, produtos e passageiros no Centro-Oeste de Minas, lingando à BR-381.
A parlamentar também apontou que os representantes federais da região, como o senador Cleitinho (Republicanos), assim como o deputado federal Domingos Sávio (PL) também podem cobrar. Disse ainda que Cleitinho tem condições de pressionar o DNIT.
“Cleitinho tem mais de R$ 80 milhões em emendas parlamentares à sua disposição. Quanto foi investido na BR?”, questionou.
Lohanna encerrou reforçando que seu mandato segue atuando conforme os limites legais. Além disso, defendeu que não se deve usar problemas estruturais para alimentar disputas ideológicas.
“É importante lembrar: cobrar melhorias nas rodovias não pode ser tratado como guerra ideológica. Isso é dever de quem tem mandato, poder e recurso. E é direito de quem circula todos os dias por essas estradas. A política precisa servir à vida, e não aos interesses de curtidas e palanques.”, afirmou.



