Parlamentar cobra transparência após Operação Rejeito revelar fraudes no licenciamento ambiental
A deputada Lohanna (PV) solicitou, nesta quarta-feira (17), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para investigar denúncias de corrupção no licenciamento ambiental de mineração. O pedido surge após a Operação Rejeito da Polícia Federal revelar um esquema de fraudes envolvendo empresários, servidores e políticos.
A operação prendeu um ex-deputado e empresários ligados a mais de 40 empresas suspeitas de corrupção, tráfico de influência, fraude documental e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado R$ 1,5 bilhão ilegalmente, explorando minério de ferro em áreas protegidas e pagando propina a servidores ambientais.
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Gravidade do caso
Para Lohanna, a gravidade do esquema exige firme atuação do Parlamento mineiro.
“Aquilo que a gente falou lá na Reforma administrativa em 2023 estava correto. Nós falamos sobre como as mudanças subordinam o poder de fiscalização do Estado ao poder político. E hoje de manhã o que vimos, uma operação da Polícia Federal, atuando nessa organização que estava entranhada dentro do Estado”, afirmou.
A deputada destacou ainda que o Judiciário reforçou as suspeitas:
“O juiz deixou claro que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente estava funcionando como uma operadora do interesse econômico para destruir o meio ambiente, fraudando e vendendo licenças ambientais”, disse.
CPI como resposta à sociedade
Segundo a parlamentar, a CPI pretende aprofundar as investigações no âmbito estadual, corrigir falhas no sistema de licenciamento e propor medidas para impedir a repetição de crimes semelhantes.
“Estamos diante de um escândalo que envolve destruição ambiental, corrupção e o uso da máquina pública para enriquecer poucos às custas do povo mineiro. O Parlamento não pode se omitir. Precisamos de uma CPI para dar respostas à sociedade, garantir a responsabilização dos culpados e fortalecer os órgãos de fiscalização ambiental”, reforçou.
Lohanna também relacionou o caso à greve dos servidores ambientais em Minas Gerais. Para ela, a paralisação resulta da falta de diálogo do governo estadual, que enfraquece a fiscalização e abre espaço para irregularidades ainda mais graves.



