Oposição cobra transparência ativa e limites mais rígidos após levantamento revelar despesas sigilosas desde 2023
O uso do cartão corporativo do Governo Federal voltou ao centro das discussões políticas após um levantamento apontar que os gastos no atual mandato do presidente Lula (PT) ultrapassaram R$ 1,4 bilhão. A maior parte dessas despesas está sob classificação sigilosa, segundo dados divulgados pela revista Veja com base em planilhas públicas.
Segundo o levantamento, apenas em 2025 as despesas alcançaram cerca de R$ 423 milhões, distribuídas entre compras diversas, incluindo plataformas de delivery como o iFood. No entanto, mais de 99 % dos gastos permanecem sob confidência, dificultando que órgãos de controle e a sociedade civil fiscalizem com precisão os itens e serviços adquiridos com recursos públicos.
Oposição questiona falta de transparência
Entre os parlamentares que criticam a falta de clareza está o deputado Domingos Sávio (PL-MG). Para ele, o montante elevado e o elevado percentual de sigilo revelam problemas no controle do gasto público.
“Quando ultrapassamos R$ 1,4 bilhão em cartão corporativo, não se trata apenas de um número alto, trata-se de falta de clareza e respeito com o cidadão”, afirmou o deputado.
Sávio ressaltou que a classificação quase integral dos gastos como sigilosa compromete a lógica de transparência que o governo afirma defender. “O sigilo não pode ser desculpa para esconder informações essenciais sobre o uso do dinheiro público. Precisamos de transparência ativa, com dados públicos e acessíveis, não apenas relatórios genéricos”.
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O parlamentar também defendeu mudanças mais profundas no uso do cartão corporativo. “Sem regras claras e limites definidos, abrimos espaço para distorções e uso inadequado dos recursos. Propor mecanismos de controle rígidos deve ser prioridade para o Congresso”, concluiu.
O debate sobre transparência e fiscalização dos gastos com cartão corporativo segue em evidência no Congresso e entre especialistas em controle público.



