Para uso do produto no combate ao mosquito Aedes aegypti são consideradas as mortes suspeitas e outros dados das últimas quatro semanas epidemiológicas.
Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, não atende aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para o uso do carro fumacê no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Apesar da média de 2,1 casos confirmados da doença por dia, com 93 confirmações entre 1º de janeiro e 12 de fevereiro de 2025, o índice registrado na cidade é insuficiente para a utilização desse recurso, conforme a prefeitura.
O balanço também aponta três mortes em investigação, incluindo a de um adolescente de 14 anos.
De acordo com a prefeitura, para a utilização do fumacê, os critérios incluem municípios com registros de óbitos suspeitos por dengue ou outras arboviroses. Além disso, o aumento de casos suspeitos nas últimas quatro Semanas Epidemiológicas.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), nas últimas quatro semanas epidemiológicas, houve a notificação de 174 casos suspeitos de dengue, o que representa uma incidência de 75,29 casos a cada 100 mil habitantes. O Ministério da Saúde determina que o uso da nebulização espacial a Ultra Baixo Volume (UBV), conhecida como carro fumacê, só pode ocorrer em locais com incidência superior a 300 casos suspeitos por 100 mil habitantes.
Carro fumacê em Divinópolis
O produto é utilizado exclusivamente para o bloqueio da transmissão e o controle de surtos ou epidemias de arboviroses.
“O uso indiscriminado da nebulização pode causar danos à saúde pública e ao ecossistema”, informou a prefeitura.
Além dos 93 casos confirmados de dengue, 34 pessoas precisaram de internação devido à gravidade dos sintomas. O adolescente que morreu com suspeita de dengue deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. Conforme a unidade, ele apresentava febre alta, dores no corpo, manchas na pele, assim como alterações laboratoriais compatíveis com dengue grave no estágio mais severo, o Grupo D.
Os dados também indicam 11 casos notificados de chikungunya, com duas confirmações, uma internação e nenhuma morte. Quanto ao zika vírus, de acordo com o último boletim, não houve registros até o momento.
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Ações e prevenção contra a dengue
A diretora de Vigilância em Saúde, Erika Camargos, destacou que 79% dos focos do mosquito estão em reservatórios de água dentro das residências. Por exemplo: caixas d’água destampadas, vasos de plantas e bebedouros de animais. Ela reforçou a importância de a população colaborar com as ações preventivas.
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A Prefeitura intensificou os mutirões de limpeza nos finais de semana e determinou a ampliação das visitas diárias dos agentes de endemias. Eles realizam vistorias e aplicam larvicida biológico. Além disso, eliminam criadouros. A administração municipal segue monitorando os casos e assegurou ter insumos necessários caso o uso do fumacê se torne imprescindível.



