Cotação atinge maior valor em mais de um mês; incertezas internas e ameaça de tarifas por Trump pressionam mercado
O dólar teve nova alta nesta segunda-feira (14/07) e fechou cotado a R$ 5,584, maior valor em mais de um mês. A valorização de 0,65% no dia foi impulsionada pela crescente tensão comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, além de incertezas políticas e econômicas internas. A Bolsa de Valores (Ibovespa) também refletiu o cenário adverso e recuou pela sexta vez consecutiva, encerrando o pregão aos 135.299 pontos.
A moeda norte-americana operava próxima da estabilidade pela manhã, mas disparou à tarde, especialmente após a abertura do mercado norte-americano. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,59. Com isso, a divisa acumula alta de 2,76% em julho, embora ainda registre queda de 9,67% no acumulado de 2025.
- Atualização: PM divulga detalhes oficiais sobre morte de policial militar e esposa em Itaúna
- Policial militar e esposa são encontrados mortos em casa em Itaúna
- Médico fica gravemente ferido após carro sair da pista e bater em árvores na BR-352, em Pitangui
- Alerta amarelo de chuva intensa com ventos fortes para Divinópolis e Centro-Oeste de MG
- Apostas de Minas Gerais levam prêmio da Mega-Sena 3057; Veja resultado
Queda na Bolsa
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,65%, atingindo o nível mais baixo desde 9 de junho. A aversão ao risco tem afastado investidores do mercado de ações, que acompanha com cautela tanto os desdobramentos globais quanto os impasses internos no Brasil.
Pressão internacional
No cenário externo, o principal fator de instabilidade foi a escalada protecionista do governo Donald Trump, nos Estados Unidos. Após já anunciar elevação para 30% das tarifas sobre produtos da União Europeia e México, o ex-presidente americano afirmou nesta segunda que pode aplicar tarifas de 50% sobre produtos russos caso Moscou não interrompa os ataques à Ucrânia nos próximos 50 dias.
A retórica agressiva de Trump gerou pressão global sobre moedas de países emergentes, enquanto o dólar se valorizava diante de divisas de economias desenvolvidas.
Incertezas no Brasil
Internamente, o mercado aguarda o resultado da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta terça-feira (15). O encontro discutirá a validade do decreto que aumentou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) medida que impacta diretamente operações de crédito, câmbio e seguros.
A combinação de incertezas fiscais, ruídos políticos e riscos externos tem gerado volatilidade nos ativos brasileiros, com saída de capital estrangeiro e menor apetite por risco entre os investidores.


