Dólar sobe para R$ 5,58 com tensão entre Brasil e EUA; Bolsa recua pela 6ª vez

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Por -15/07/2025, às 09H45julho 15th, 2025
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Cotação atinge maior valor em mais de um mês; incertezas internas e ameaça de tarifas por Trump pressionam mercado

O dólar teve nova alta nesta segunda-feira (14/07) e fechou cotado a R$ 5,584, maior valor em mais de um mês. A valorização de 0,65% no dia foi impulsionada pela crescente tensão comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, além de incertezas políticas e econômicas internas. A Bolsa de Valores (Ibovespa) também refletiu o cenário adverso e recuou pela sexta vez consecutiva, encerrando o pregão aos 135.299 pontos.

A moeda norte-americana operava próxima da estabilidade pela manhã, mas disparou à tarde, especialmente após a abertura do mercado norte-americano. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,59. Com isso, a divisa acumula alta de 2,76% em julho, embora ainda registre queda de 9,67% no acumulado de 2025.

Queda na Bolsa

O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,65%, atingindo o nível mais baixo desde 9 de junho. A aversão ao risco tem afastado investidores do mercado de ações, que acompanha com cautela tanto os desdobramentos globais quanto os impasses internos no Brasil.

Pressão internacional

No cenário externo, o principal fator de instabilidade foi a escalada protecionista do governo Donald Trump, nos Estados Unidos. Após já anunciar elevação para 30% das tarifas sobre produtos da União Europeia e México, o ex-presidente americano afirmou nesta segunda que pode aplicar tarifas de 50% sobre produtos russos caso Moscou não interrompa os ataques à Ucrânia nos próximos 50 dias.

A retórica agressiva de Trump gerou pressão global sobre moedas de países emergentes, enquanto o dólar se valorizava diante de divisas de economias desenvolvidas.

Incertezas no Brasil

Internamente, o mercado aguarda o resultado da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para esta terça-feira (15). O encontro discutirá a validade do decreto que aumentou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) medida que impacta diretamente operações de crédito, câmbio e seguros.

A combinação de incertezas fiscais, ruídos políticos e riscos externos tem gerado volatilidade nos ativos brasileiros, com saída de capital estrangeiro e menor apetite por risco entre os investidores.