Presidente do PL, Domingos Sávio defende união da direita em Minas para 2026, fala em diálogo com Mateus Simões, Zema, Cleitinho e critica governo Lula.
A disputa pela sucessão de Romeu Zema (Novo) tem intensificado as articulações da direita mineira em busca de união. O presidente do PL Minas, Domingos Sávio, defendeu, nesta segunda-feira (17/11), uma aliança ampla de centro-direita e direita para impedir o retorno do PT e partidos aliados ao comando do Estado. A fala ocorre em meio à movimentação do vice-governador Mateus Simões (PSD), que tenta consolidar sua pré-candidatura ao governo.
Mesmo após deixar o Novo e se filiar ao PSD, Mateus Simões ainda enfrenta resistência interna no campo conservador. Ele trabalha para unir PL e Republicanos à sua coalizão, que já reúne PP, União, Podemos, Solidariedade, PRD, Mobiliza e DC. A estratégia busca evitar uma divisão e manter o grupo competitivo para 2026.
No entanto, o cenário permanece fragmentado. O Republicanos abriga o senador Cleitinho, líder nas pesquisas, embora ele não tenha oficializado a pré-candidatura. Já o PL conta com o nome do deputado federal Nikolas Ferreira, mas, conforme apurou a reportagem, Nikolas não deseja disputar o cargo e aguarda a decisão final do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre quem o partido lançará.
Além disso, setores ligados à segurança pública dentro do PL resistem à ideia de apoiar Simões. Essa ala acumula críticas ao governo Zema e pressiona por outro nome.
Domingos Sávio defende união contra a esquerda
Domingos Sávio afirma que pretende articular uma frente unificada da direita. Conforme ele, o momento exige diálogo entre partidos e líderes que tenham compromisso com um projeto comum para Minas e para o Brasil.
“Eu vou lutar para ter uma aliança de centro-direita e direita que ponha o Brasil no caminho certo”, afirmu.
Conforme o deputado, o cenário ainda não está definido.
“Como presidente estadual do PL, dialogo bem com o Zema e com o Mateus. Dialogo muito bem com o Cleitinho que é o nosso conterrâneo. Claro, com o Gleidson, irmão dele, com o Eduardo que é meu colega de partido. Dialogo com outros presidentes de partidos, porque o que eu entendo, e estou lutando para isso, é que nós não podemos é deixar que o Brasil continue sob o comando da esquerda, que tem feito, na minha avaliação, muito mal ao país”, afirmou.
O deputado reforçou que teme uma volta de políticas alinhadas ao PT e criticou a atuação do governo federal na segurança pública e na economia. Ele defendeu que Minas não retorne ao “modelo que enfraquece o combate ao crime” e que coloca o Estado “no caminho da dependência e do atraso”.
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Eleições 2026: centro-direita tenta evitar fragmentação
Domingos Sávio enfatizou que a união entre centro e direita será decisiva tanto em Minas quanto no cenário nacional. Para ele, apenas uma frente ampla conseguirá enfrentar a esquerda nas urnas e garantir “uma agenda de ordem, progresso e desenvolvimento”.
“Precisamos ter juízo. O centro e a direita se unierem aqui em Minas para eleger um bom sucessor do Zema, não deixando cair nas mãos da esquerda. E, também, o centro e a direita se unirem no campo nacional para resgatar o Brasil para o caminho da seriedade, da honestidade e do combate a corrupção, ao crime organizado”, afirmou.



