Domingos Sávio reage a decisão de Gilmar Mendes e aponta interferência no Senado

Minas Gerais
Por -03/12/2025, às 13H02dezembro 3rd, 2025

Parlamentar afirma que medida do ministro viola a Constituição, invade competências do Legislativo e prejudica o equilíbrio entre os poderes

O deputado federal Domingos Sávio criticou com veemência a decisão publicada nesta segunda-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República pode apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Para o parlamentar, a medida desrespeita a Constituição e retira prerrogativas do Senado Federal.

Segundo o ministro, a decisão suspende trechos considerados incompatíveis com a Constituição, alterando a regra que permitia a qualquer cidadão apresentar o pedido, desde que submetido à análise dos senadores e atendido o quórum mínimo de 41 votos para abertura do processo.

Domingos Sávio classificou o ato como uma “inaceitável invasão de competências” e alertou para o que considera um desequilíbrio entre os poderes da República ocasionado por decisões monocráticas. Ele afirma que o Judiciário não pode impor regras ao Legislativo nem interferir no funcionamento interno do Congresso.

“Quando um ministro do STF decide o que o Senado pode ou não pode pautar, estamos diante de um rompimento grave da ordem constitucional. Isso não é equilíbrio entre poderes, é intervenção indevida”, declarou.

Para o deputado, a prerrogativa do Senado em processar e julgar ministros do Supremo é irrenunciável e não pode ser modificada por decisão individual. Ele destacou que a Constituição é clara ao definir o papel da Casa legislativa nessas situações e alertou que a medida cria um precedente perigoso.

Domingos Sávio afirmou que continuará cobrando o cumprimento das prerrogativas do Congresso e a preservação da independência entre os poderes. “Meu dever é defender a democracia. Hoje o que vemos é uma decisão que atropela o regimento interno do Senado e cria um precedente perigosíssimo. Precisamos reagir com firmeza e responsabilidade”, concluiu.