Deputado federal e presidente do PL Minas critica a decisão que levou Jair Bolsonaro à prisão e afirma que o Judiciário ameaça a democracia brasileira.
O deputado federal Domingos Sávio, presidente do PL em Minas Gerais, reagiu com forte crítica à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na manhã deste sábado, 22 de novembro. Para o parlamentar, a decisão reforça um cenário de perseguição judicial e afronta ao Estado Democrático de Direito.
Logo no início de sua manifestação, Domingos Sávio afirmou que “a prisão do Presidente Bolsonaro, ocorrida no dia 22/11 (data que coincide com o número do partido do nosso maior líder da direita), representa mais uma demonstração clara da perseguição política realizada de forma cruel contra um homem inocente.”
Além disso, o deputado contestou o argumento apresentado pelas autoridades responsáveis. Segundo ele, “o argumento de possível tentativa de fuga é absurdo, uma vez que a casa do Presidente é permanentemente cercada por policiais. E, está localizada em um condomínio fechado, onde não é permitida a entrada de manifestantes.”
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Domingos sobre prisão de Bolsonaro: intabilidade institucional
Para Sávio, a medida agrava o clima de instabilidade institucional. “Prender alguém que já se encontrava em prisão domiciliar, sem sequer aguardar a conclusão do trânsito em julgado, evidencia mais uma vez o caráter persecutório dirigido a um ex-presidente da República. Ele é, sem dúvida, um preso político e que não cometeu qualquer crime.” Além disso, ele declarou que essa decisão “desmoraliza o Judiciário brasileiro e atinge de morte a nossa ainda jovem democracia.”
Ainda durante sua nota, o deputado expressou solidariedade aos apoiadores que, segundo ele, se sentem intimidados. “Manifesto aqui meu repúdio a este ato cruel, em meu nome e em nome dos milhões de mineiros que represento. Que não se sentem seguros para se manifestar, pois até expressar opinião se tornou crime no Brasil, segundo o ditador de plantão.”
Domingos Sávio prometeu intensificar sua articulação política. Ele afirmou que “as injustiças praticadas contra Bolsonaro e contra centenas de presos políticos inocentes não irão nos intimidar nem nos calar.” Além disso, defendeu que o país vive sob decisões arbitrárias. Nas palavras do parlamentar, é preciso “restabelecer a verdadeira e única democracia, na qual a justiça seja igual para todos e não fruto de decisões monocráticas motivadas por clara perseguição política.”



