Edson Vilela: O ex-prefeito que projetou Carmo do Cajuru e atraiu milhões de investimentos

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Por -05/05/2026, às 09H02maio 6th, 2026
edson vilela ex prefeito de carmo do cajuru
Foto: Amanda Quintiliano/Portal Gerais

Referência em gestão e cidades inteligentes, ex-prefeito de Carmo do Cajuru Edson Vilela projeta modelo de desenvolvimento regional

O cenário político do Centro-Oeste mineiro para as eleições de 2026 ganha um nome de peso com a pré-candidatura de Edson Vilela (Avante) a deputado estadual. Com o histórico de três mandatos como prefeito de Carmo do Cajuru e passagens estratégicas pela vice-presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), Vilela aposta em um modelo de gestão que une o rigor público à agilidade da iniciativa privada.

A proposta central do ex-prefeito é regionalizar o desenvolvimento. Para ele, o sucesso alcançado em Carmo do Cajuru não deve ser uma exceção, mas um modelo a ser replicado em todo o estado por meio de uma legislação moderna e segura.

Em 2016, Edson foi eleito com 52% dos votos. Em 2020, o então prefeito disputou a reeleição sem nenhum candidato, conquistando quase 10 mil votos.

Edson deixou a prefeitura de Cajuru em 2024 após cumprir dois mandato consecutivos. Em seguida, ele assumiu a Secretaria de Governo de Carmo da Mata, deixando o cargo em abril para disputar as eleições deste ano. O ex-prefeito também tem realizado palestras em todo o país com foco no Desenvolvimento Regional e a Retenção de Riquezas em parceria com o Sebrae e a Agência de Desenvolvimento Novo Oeste.

Cidades Inteligentes e o Novo Eixo Logístico: O Papel do Aeroporto

Um dos maiores legados de Edson Vilela em Carmo do Cajuru foi a implementação do conceito de Cidade Inteligente. O projeto, que se tornou referência nacional e chegou ao conhecimento do Governo Federal, prova que municípios de pequeno e médio porte (como Cajuru, com 24 mil habitantes) podem, sim, atrair grandes investimentos.

“Mostramos que trazer a iniciativa privada para a governança não é prerrogativa apenas de metrópoles. Com parcerias e concessões bem estruturadas, geramos oportunidades e atraímos o radar de investidores para a nossa região”, destaca Vilela.

Para o pré-candidato, o papel do deputado estadual em 2026 será o de equalizar as legislações municipais. Ele defende que, ao modernizar as leis de uso e ocupação do solo e simplificar processos, o Centro-Oeste pode se tornar um bloco econômico potente. Assim, atraindo indústrias e centros logísticos.

Uma das empresas instaladas em Carmo do Cajuru foi a Cofer. Na época, anunciou a criação de 200 empregos diretos.

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Retenção de Riqueza: O Case de Carmo da Mata

Além de sua atuação em Cajuru, Edson Vilela traz resultados recentes de sua passagem como Secretário de Governo em Carmo da Mata. Lá, ele participou da implementação de um projeto de auxílio-alimentação para cerca de 500 servidores que se tornou um exemplo de economia circular.

“Conseguimos criar um mecanismo onde cerca de R$ 150 mil por mês são injetados diretamente no comércio local. Isso gera retenção de riqueza: o dinheiro circula na cidade, o comerciante contrata mais e a economia se transforma. É esse tipo de ação prática que queremos levar para a Assembleia”, explica Vilela.

O projeto ocorreu em parceria com assossiação comercial local. De acordo com Edson Vilela, com a implantação de um cartão, cada servidor ganha ao mês R$ 300 para comprar em comércios locais associados à entidade.

Saúde: O Desafio do Custeio Tripartite

Com experiência na presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste (CIS-URG Oeste) – responsável pelo gerenciamento do Samu e da Upa de Divinópolis – e do Consórcio de Saúde do Vale do Itapecerica (Cisvi), Edson Vilela identifica que o “gargalo” da saúde mineira não está apenas na construção de prédios, mas na manutenção deles.

  • Média e Alta Complexidade: O foco deve ser a resolutividade para cirurgias e casos graves.
  • Financiamento Tripartite: Defesa de leis que garantam o repasse obrigatório e contínuo entre Município, Estado e União.
  • Foco no Custeio: “É fácil conseguir emenda para construir uma unidade; o desafio é o custeio mensal. Meu trabalho na Assembleia será criar garantias legislativas para que o recurso de manutenção chegue à ponta”, afirma.

Infraestrutura e o Planejamento da BR-494

Questionado sobre a duplicação da BR-494, Vilela apresenta uma visão técnica: a duplicação deve vir acompanhada de planejamento urbano. Ele propõe que os municípios criem “faixas de interesse econômico” às margens das rodovias. Ou seja, impedindo o loteamento residencial desordenado e preservando áreas para indústrias e comércio.

Este pensamento estratégico é o que ele chama de “dever de casa”, citando o exemplo da MG-050, onde sua gestão em Carmo do Cajuru garantiu segurança jurídica para empresas se instalarem no trecho. Assim, impulsionando o polo moveleiro e aumentando a receita própria do município.

Dentro desta visão de infraestrutura, Vilela destaca o potencial do aeroporto privado, chamado de São Pedro, na região dos Mendes, entre Itaúna e Divinópolis.

Com uma pista em expansão para 1.800 metros para se tornar comercial, conforme o ex-prefeito, o equipamento é um divisor de águas para a economia regional. Os proprietários devem investir cerca de R$ 100 milhões no aeroporto que ocupa parte da área de Cajuru e outra em Igaratinga.

“Enquanto o aeroporto de Divinópolis foca em passageiros, este novo aeroporto terá vocação para cargas. Isso é fundamental para a chegada de insumos e o escoamento de produtos manufaturados do nosso polo moveleiro. Precisamos pensar na infraestrutura de forma integrada: rodoferroviário e aeroviário caminhando juntos”, explica.

Educação e Valores: O “Coração de Estudante”

Defensor da educação em tempo integral, Edson acredita que o contraturno escolar com música, artes, assim como esportes é a base da formação do cidadão. Sobre temas polêmicos, como as escolas cívico-militares, ele mantém uma postura democrática: “O Estado deve oferecer opções; a escolha final sobre o modelo de educação deve ser da família”.

Ao encerrar sua fala, Vilela recorreu à sensibilidade. Músico de igreja há quase 50 anos, ele citou a canção “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento, como metáfora para sua trajetória: um compromisso com a “folha de serviço”, a juventude de espírito e a fé na transformação social através da boa política.

Assista a entrevista completa: