Eleições 2026: Direita está em guerra e dividida, diz Lohanna França

Política
Por -21/12/2025, às 15H00dezembro 21st, 2025
lohanna frança
Foto: Amanda Quintiliano

Deputada Lohanna França afirma que divisão da direita favorece o campo do “centro esquerda” e cita nomes como do ex-prefeito de BH e o do presidente da ALMG para as eleições de 2026

A deputada estadual Lohanna França (PV) afirmou que a direita brasileira vive um cenário de fragmentação e disputas internas para as eleições de 2026 que já se refletem em Minas Gerais. A declaração ocorreu durante a prestação de contas do mandato, realizada na sexta-feira (19/12), em Divinópolis.

“Está muito visível para todo mundo que presta atenção na imprensa que a direita brasileira está em guerra, em uma profusão de nomes, um se acha maior do que o outro e eles estão extremamente divididos”, afirmou a parlamentar, ao destacar que há pré-candidaturas sendo lançadas sem viabilidade eleitoral concreta.

Divisão da direita favorece campo progressista, avalia deputada

Na avaliação de Lohanna França, a multiplicidade de nomes colocados pela direita para o governo e para o Senado evidencia um cenário de disputa interna que favorece o campo político adversário.

“A gente tem, por exemplo, vários candidatos a Senado, vários candidatos a governador, inclusive gente que tem muita dificuldade de chegar perto dos dois dígitos, batendo o martelo que é pré-candidato a governador. A gente tem observado de perto com o entendimento claro de que esse debate, inclusive, favorece o nosso campo”, disse.

Ao governo de Minas, por exemplo, a direita tenta unificar os nomes. O senador Cleitinho (Republicanos), por exemplo, aparece liderando pesquisas. Contudo, o vice-governador Mateus Simões (PSD) tem trabalhado para que ele recue e o apoie.

Na disputa à presidência, a direita busca um palanque único em Minas, embora tenha a pré-candidatura do governador Romeu Zema (Novo). O PL lançou o senador Flávio Bolsonaro na disputa.

Nomes em debate no campo progressista

A deputada explicou que, no campo progressista, há discussões em andamento, mas com cautela. Ela citou o senador Rodrigo Pacheco como um nome que chegou a ser colocado como possível pré-candidato ao governo. Contudo, ele já deu sinais claros de que não entrar na disputa.

Lohanna também mencionou articulações em torno do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, candidato em 2022. Citou ainda o do ex-vereador da capital Gabriel Azevedo, que disputou a prefeitura.

“Tem nomes diversos sendo pautados”, resumiu.

Papel de Tadeu Martins Leite e articulação institucional

A deputada ressaltou ainda a importância do presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB), no cenário político estadual.

“É sempre importante citar o nome do presidente da Assembleia, o deputado Tadeu Martins Leite, que tem uma estatura muito importante, política e de articulação, que entende que o momento dessa discussão não pode afetar as pautas que interessam aos mineiros.”

Conforme Lohanna, Tadeu foi decisivo para a rápida aprovação do projeto de doação do Hospital Regional de Divinópolis, após reunião com a universidade e a direção local.

Deputada cobra foco em pautas, não apenas em nomes

Apesar das movimentações eleitorais, Lohanna França defendeu que o debate central precisa ir além da disputa por nomes e se concentrar nas pautas que afetam diretamente a população do Centro-Oeste de Minas.

“Mais importante do que a discussão dos nomes é a discussão da pauta. Quem tem interesse de pautar as coisas que são de interesse do Centro-Oeste de Minas? As que são do interesse do povo de Divinópolis, que doem na nossa pele e que nos incomodam?”

Segurança pública, saúde e educação entram no centro do debate

Entre os temas citados pela deputada, a segurança pública aparece como prioridade. Ela destacou a defasagem salarial dos servidores da área e os impactos diretos no avanço da criminalidade.

“Eu quero saber quem vai discutir essa defasagem salarial dos servidores da segurança, que está prejudicando o nosso Estado e que está fazendo com que as organizações criminosas se aproximem do território.”

Lohanna ressaltou que regiões de fronteira sofrem ainda mais com esse cenário.

“Quem mora nas margens do nosso Estado, nas divisas e fronteiras, tem sentido essa aproximação do crime.”

Na saúde, a deputada criticou o atraso na entrega de hospitais regionais prometidos pelo governador Romeu Zema.

“Vamos lembrar dos cinco hospitais regionais que o governador Romeu Zema prometeu terminar em 2018 no seu plano de governo e, em 2022, novamente no seu plano de governo. Ele só está entregando um até agora, que é o de Teófilo Otoni. E, o de Divinópolis, que está bem avançado, com toda essa discussão e essa demora deles para fazer a sanção da doação.”

Educação também entra na cobrança política

Lohanna França incluiu a educação como pauta central para o próximo ciclo eleitoral e cobrou compromisso real com professores e escolas públicas.

“Quem é o governador que vai se comprometer com o avanço na remuneração dos professores, com a melhoria das nossas escolas? Então eu quero fazer essa discussão para além dos nomes, mas sim pelas pautas.”