Eleições 2026: Vereadores de primeiro mandato e salto estadual

EditorialEleições 2026Política
Por -08/01/2026, às 07H20janeiro 12th, 2026
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Foto: Divulgação/Câmara Divinópolis

Entre 2010 e 2022, por exemplo, Divinópolis conseguiu eleger quatro vereadores de primeiro mandato para ALMG; E, em 2026, como ficará?

Na política, a pré-campanha também funciona como instrumento de valorização de nomes. A estratégia é antiga e amplamente conhecida: coloca-se o nome na disputa para ganhar visibilidade, abrir espaço para negociações internas e externas e medir forças no tabuleiro eleitoral. Alguns buscam fortalecer o próprio mandato, outros projetam eleições futuras, enquanto há ainda quem apenas cumpra a cota partidária ou esteja posicionado estrategicamente para “dobradinhas” que fortaleçam o aliado numa tentativa de transferir votos. Nada disso é novidade. É assim, historicamente.

Em Divinópolis, esse movimento se repete a cada ciclo eleitoral. Na Câmara Municipal, sempre surgem nomes na corrida por vagas nas eleições estaduais e federais. Alguns não ultrapassam a fase da pré-campanha; outros conseguem avançar e alcançar cargos de maior projeção.

O histórico eleitoral de Divinópolis na ALMG

Entre 2010 e 2022, por exemplo, Divinópolis conseguiu eleger quatro vereadores para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Um dado chama a atenção: todos eles estavam em primeiro mandato como vereadores e três figuravam entre os mais votados da Câmara Municipal.

O pioneiro foi Fabiano Tolentino, eleito vereador em 2009 com votação histórica, 5.155 votos. No ano seguinte, eleito deputado estadual. Na eleição subsequente, dois vereadores – todos com mais mandatos – tentaram o mesmo caminho (Adair Otaviano, na época MDB e Anderson Saleme, PR), mas não obtiveram votos suficientes para a eleição em nenhum dos cargos que disputaram.

Em 2018, Cleitinho Azevedo – eleito vereador com 3.023 votos – também em seu primeiro mandato, conquistou uma cadeira na ALMG, dando início a uma trajetória que o levaria, posteriormente, ao Senado Federal.

Já em 2022, Divinópolis repetiu o feito com dois vereadores de primeiro mandato eleitos deputados estaduais: Lohanna França (PV) que superou a votação histórica de Tolentino, alcançando 5.462 votos, e Eduardo Azevedo (PL).

Novas pré-candidaturas e diferentes perfis

Agora, novos nomes já se movimentam na pré-campanha como pré-candidatos, como revelou o PORTAL GERAIS. Alguns chegam com maior bagagem política, como Flávio Marra, em seu segundo mandato, e Josafá Anderson, no terceiro. Outros, embora no primeiro mandato, demonstram articulação e domínio do debate público que superam muitos veteranos da política local, caso do vereador Vítor Costa (PT). E já especula-se o nome da vereador Kell Silva (PV), também em primeiro mandato. Devem surgir outros.

Mais do que vontade política, disputar uma eleição majoritária ou proporcional exige leitura precisa de cenário. A matemática eleitoral é decisiva. Entrar na disputa sem viabilidade real pode significar apenas a pulverização de votos que poderiam fortalecer uma candidatura com chances concretas de eleição, e, consequentemente, de representação efetiva da cidade.

Mas não se pode reduzir o debate ao número de mandatos. A realidade está aí clara e nítida para comprovar qualquer outra análise que diga o contrário. Tolentino, Cleitinho, Lohanna e Eduardo – cada qual na sua linha ideológica e política, tem colocado ou ajudou a colocar Divinópolis no epicentro da política mineira.

Para 2026, espera-se ampliar a representatividade, seja com vereadores de primeiro mandato, seja por aqueles que já conhecem mais a fundo os meandros políticos.

Assim como número de mandatos não representa eficiência. Quantidade de eleitos não quer r

Manter os votos de Divinópolis em Divinópolis

Além dos cálculos eleitorais, há um ponto tão importante quanto: a necessidade de construir campanhas capazes de manter os votos de Divinópolis em Divinópolis. É verdade que candidatos locais precisam buscar votos fora do município. Isso é parte da estratégia. Mas também é fato que, sozinha, a cidade dificilmente elege representantes apenas com seu eleitorado.

Nesse contexto, cabe ao eleitor uma análise criteriosa, especialmente quando surgem nomes de fora, os chamados “paraquedistas”. A pergunta é simples e necessária: qual foi, de fato, a atuação desse candidato no município? Qual contribuição concreta deixou para Divinópolis? Assim evita a pulverização, possibilitando que mais nomes de Divinópolis sejam eleitos para as diferentes casas legislativas.