Alison de Araújo Mesquita vai a júri popular por matar companheira e simular acidente

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Por -14/07/2026, às 10H49julho 14th, 2026
(foto 1) Alison e Henay viviam um relacionamento conturbado e violento, segundo polícia — Foto: Redes sociais/reprodução. Henay Rosa Gonçalves Amorim foi morta pelo namorado que simulou acidente para esconder o crime em Itaúna — Foto: PMRv/Divulgação

Justiça pronuncia empresário por asfixiar Henay Rosa em Belo Horizonte e tentar encobrir o crime na rodovia MG-050

A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, determinou nesta segunda-feira (13) que o empresário Alison de Araújo Mesquita enfrentará um júri popular. A Justiça pronunciou o réu porque ele asfixiou a companheira Henay Rosa Gonçalves Amorim no apartamento do casal, no bairro Nova Suíça, e forjou uma colisão na rodovia MG-050, em Itaúna, no dia 14 de dezembro de 2025. O acusado cometeu o feminicídio na capital mineira por não aceitar o término do relacionamento amoroso de ambos. Desse modo, o réu responderá por homicídio qualificado e fraude processual no Tribunal do Júri.

A dinâmica do crime cometido por Alison de Araújo Mesquita

Anteriormente, o casal mantinha um relacionamento marcado por agressões físicas e psicológicas constantes. Consequentemente, Henay informou ao companheiro que queria terminar a união no dia do crime. Inconformado com a decisão, o agressor asfixiou a vítima dentro do imóvel. Além disso, o acusado provocou um traumatismo cranioencefálico na companheira durante a ação violenta.

Em seguida, o homem colocou o corpo da mulher no banco do motorista do veículo. Ele percorreu o trajeto de mais de 60 quilômetros entre Belo Horizonte e a região de Divinópolis sentado no banco do passageiro. Desse modo, o criminoso tentou criar a falsa impressão de que a mulher conduzia o carro. Após passar por uma praça de pedágio, o empresário provocou intencionalmente uma colisão com um micro-ônibus na rodovia MG-050, em Itaúna. Com efeito, ele realizou a manobra perigosa para simular que a companheira morreu em um acidente automobilístico.

As provas técnicas contra Alison de Araújo Mesquita e a confissão

No entanto, as investigações da Polícia Civil esclareceram a dinâmica do crime com rapidez. Primeiramente, as câmeras de segurança da praça de pedágio capturaram imagens importantes do veículo. Além disso, uma funcionária do pedágio relatou aos policiais que viu a vítima desacordada ao volante, enquanto o empresário guiava o carro pelo banco do passageiro. Laudos periciais e exames de DNA também confirmaram a farsa do acidente.

Por causa disso, a polícia prendeu o acusado preventivamente no dia seguinte ao assassinato, durante o velório da vítima em Divinópolis. Posteriormente, a defesa do réu informou ao g1 que o empresário confessou o homicídio e a simulação do acidente de trânsito. Porém, na audiência de instrução em maio deste ano, Alison de Araújo Mesquita mudou a versão, negou o crime e alegou que o acidente ocorreu após uma discussão. Ele também contestou a interpretação dos vídeos que o mostram carregando um objeto até o automóvel.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que a conduta do acusado demonstrou “extrema objetificação da mulher” e um “acentuado grau de misoginia”. O réu responderá por feminicídio com as qualificadoras de violência doméstica, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual. Finalmente, o Tribunal do Júri de Belo Horizonte julgará o empresário, mas a Justiça ainda não definiu a data da sessão.