Entenda a verdade sobre o INSS e a aposentadoria sem nova identidade

Minas Gerais
Por -27/01/2026, às 15H28janeiro 27th, 2026
INSS
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Boatos nas redes sociais afirmam que o INSS vai suspender aposentadorias de quem não tem a nova Carteira de Identidade Nacional. Entenda o que realmente muda, o cronograma da biometria e quem precisa emitir a CIN.

As redes sociais espalharam informações falsas nesta segunda-feira (26/1) ao afirmar que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de pagar aposentadoria para quem não possui a Carteira de Identidade Nacional (CIN). No entanto, o INSS não vai cortar benefícios em manutenção, e aposentados ou pensionistas não precisam tomar nenhuma providência imediata.

Atualmente, nada muda para quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio. O INSS iniciou, em novembro, um processo de exigência de biometria digital apenas para novos pedidos de benefícios, sem impacto direto sobre pagamentos já concedidos.

Além disso, o órgão pode utilizar biometrias já existentes, como as da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Título de Eleitor, além da CIN.

Quando a biometria passa a ser exigida

A exigência da biometria ocorre de forma escalonada. Assim, o INSS busca reforçar o combate a fraudes, aumentar a segurança dos dados e garantir que os recursos cheguem a quem tem direito.

Novos pedidos a partir de maio de 2026

A partir de 1º de maio, a biometria digital se tornará obrigatória para novos pedidos de:

  • salário-maternidade;
  • benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
  • pensão por morte.

Nesse sentido, quem não tiver biometria registrada em nenhum documento aceito precisará emitir a CIN para dar andamento ao pedido. Ainda assim, CNH e Título de Eleitor continuam válidos enquanto possuírem biometria cadastrada.

Aposentadoria atual do INSS segue protegida

Segundo o governo federal, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios em manutenção não sofrerão bloqueio automático. Caso o INSS identifique a necessidade de atualização biométrica, o cidadão será avisado com antecedência, sem prejuízo no recebimento dos valores.

Durante todo o período de transição, o INSS manterá exceções, considerando a capacidade dos estados de emitir a CIN e as dificuldades de acesso a serviços públicos. A exigência de biometria será dispensada, por enquanto, para:

  • pessoas com mais de 80 anos;
  • pessoas com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde, mediante comprovação;
  • moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas atendidas pelo PREVBarco;
  • migrantes, refugiados e apátridas;
  • residentes no exterior.

Além disso, o INSS mantém uma lista oficial de municípios de difícil acesso, com base no Índice de Acessibilidade 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que inclui regiões classificadas como remotas ou muito remotas.

CIN obrigatória para todos

Somente a partir de 1º de janeiro de 2028 a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se tornará o único documento aceito para requerimentos e manutenção de benefícios do INSS. Até lá, o órgão informará os segurados por meio do aplicativo e do site Meu INSS, além dos postos de atendimento.

Recomendação do INSS

Apesar de a unificação ocorrer apenas em 2028, o INSS recomenda que os cidadãos emitam a CIN o quanto antes junto aos órgãos estaduais de identificação. Dessa forma, evitam-se filas futuras e reforça-se a segurança dos dados pessoais e do benefício previdenciário.

Com informações da Agência Brasil