Entidades pedem ampliação da flexibilização do comércio em Divinópolis

Grupo gestor alega prejuízo para economia e afirma que taxa de ocupação de leitos e ritmo de contágio da Covid-19 estão sob controle

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e entidades do Grupo Gestor de Divinópolis encaminharam novo ofício à prefeitura solicitando avanço na flexibilização do comércio. O pedido foi protocolado esta semana. As entidades alegam que desde o início da pandemia estão atentas ao desenvolvimento da doença na cidade e trabalhando em consonância com o órgão público.

“As entidades têm promovido diversas ações de conscientização para empresários e toda população. Dentre as ações mais recentes destacam-se as campanhas de testagem liderada pela Fiemg – Centro Oeste, campanha de conscientização da população em campo coordenada pela Acid, campanha do Selo do Comércio Seguro promovida pela CDL Divinópolis, além da contratação de uma nova campanha de carro de som com o envolvimento de diversas entidades do Grupo Gestor”, informou.

Para embasar o pedido, o Grupo Gestor menciona a taxa de ocupação hospitalar, a classificando como “controlada”. De acordo com os dados, até esta quinta-feira (23), nos 153 leitos de UTI disponíveis na cidade, 68 leitos estão ocupados, representando 44% de ocupação. O número subiu para 74 nesta sexta-feira (24), conforme o boletim diário.

Dificuldades

Em Divinópolis o comércio ficou mais de 30 dias totalmente fechado. Reaberto há quase 90 dias, somente as lojas de rua, a princípio, funcionando de forma escalonada e depois com horário reduzido.

As medidas de suspensão de contrato de trabalho e redução de jornada, já foram, quase que na totalidade esgotadas pelos lojistas. Os financiamentos facilitados, anunciados pelo Governo Federal, foram concedidos a poucas empresas.

Dados da Junta Comercial de Minas Gerais mostram que de janeiro a junho, 340 empresas do município foram dizimadas pelas restrições decorrentes da pandemia em Divinópolis e o número de vagas de emprego perdidas chega a 2.512 apenas de março a junho, sendo que especificamente os setores de comércio e serviços perderam 1.600 postos de trabalho nesse período.

No documento o Grupo Gestor argumenta que após 45 dias do último Decreto da Prefeitura, não houve avanço no processo de ampliação de horários e condições para melhor exercício das atividades do comércio de rua de itens não essenciais não teve avanços, mesmo que todos os indicadores demonstrarem controle na taxa de infecções e que a rede de saúde de Divinópolis está plenamente estruturada para atender os pacientes de COVID 19, com capacidade muito superior do que a demanda que vem se apresentando.

No dia 30 de junho, o Comitê de Enfrentamento a Covid-19, comunicou que não avançaria mais na flexibilização das atividades nos próximos 14 dias. Já se passaram quase um mês desse anúncio.

Portanto, as entidades solicitam a abertura do comércio de rua de itens não essenciais de segunda a sexta-feira de 10h às 19h, e aos sábados de 08h30 às 14h, reafirmando que os empresários precisam abrir suas lojas em horário benéfico para as vendas, para tentar gerar faturamento suficiente para pagar empregados, fornecedores e aluguéis.

Assinaram do pedido as seguintes entidades: Câmara de Dirigentes Lojistas de Divinópolis (CDL Divinópolis), Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid), Regional Centro Oeste da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG – Centro Oeste), Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Centro-Oeste de Minas (SINDUSCON-CO), Sindicato dos Contabilistas de Divinópolis (Sincondiv), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes União Oeste (Abrasel União Oeste), Regional de Divinópolis do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI – MG) e Regional Centro Oeste do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Minas Gerais (Sindimóveis-MG)

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